Apesar deles, o São Paulo vai se salvar

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Atuação de Leco só contribui para o caos são-paulino

Vice-lanterna. Duas rodadas na zona de rebaixamento. Sete jogos seguidos sem ganhar. Apenas três vitórias em doze partidas. Desmanche (23 jogadores já saíram neste ano). Comissão técnica sendo integralmente remontada em pleno mês de julho. A cada dia, um jogador diferente se esforça para deixar o clube. Se uma pessoa acordar do coma após dez anos, ela jamais poderia imaginar que estamos falando do São Paulo Futebol Clube. Mas sim, nós estamos.

Falar o que a atual gestão está fazendo com o clube é chover no molhado. Mas o problema vem desde bem antes, surgiu, na verdade, quando Juvenal Juvêncio iniciou a cruzada por seu terceiro mandato. Não bastasse o golpe no estatuto do clube, que vetava tal situação, o ato ainda trouxe de volta para a vida política do clube Carlos Miguel Aidar, advogado de JJ no caso. Como “gratidão”, o ex-presidente foi escolhido para fazer a sucessão em 2014 e todo mundo sabe muito bem o fim nefasto que isso teve.

O São Paulo vive um período tenebroso, uma década perdida, que corre sério risco de ser a primeira sem título brasileiro desde o início da fase moderna (em 1971). O último título nacional, aliás, completará nove anos nos próximos meses, e apenas uma taça oficial foi levantada desde então. E o desempenho recente no Campeonato Brasileiro só demonstra que o Tricolor está mais inclinado para o fundo do poço do que para a superfície, uma vez que está brigando contra o rebaixamento pela segunda temporada seguida, simplesmente a terceira vez em cinco anos. Ou seja, além de não disputar nenhum título, o clube está se habituando cada vez mais a frequentar a parte de baixo da tabela. E não será a atual administração, com mais cara de sabotagem do que de gestão, que terá condições de mudar algo, ainda mais com uma oposição incapaz de oferecer algo que empolgue.

Apesar disso tudo, honestamente, não acredito que o São Paulo será rebaixado. Pelo contrário, se a diretoria parar de atrapalhar (o que parece ser uma tarefa árdua para eles), Dorival tem tudo para ao menos conseguir uma campanha segura. O elenco, se não é nada excepcional, também não está entre os piores da Série A. Falta é comprometimento, algo que o novo treinador terá a missão de mudar. O Tricolor irá se salvar, mas voltar a ser competitivo é uma visão que não está no horizonte.

 

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Éder Moura
Jornalista, colunista do "São Paulinos" desde 2014 e apaixonado pelo Morumbi.

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