Vitória dá mais calma para São Paulo se reerguer no clássico

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Bonito não foi, mas a vitória veio (Foto: Reprodução/Uol Esporte)

O time não jogou bem, o segundo tempo foi triste de assistir, o adversário não ofereceu perigo algum e se fosse uma equipe que jogasse em um nível maior dificilmente o São Paulo sairia com a vitória. Mas o 2 a 0 contra o Avaí serviu para, além de somar os primeiros pontos na tabela, dar tranquilidade à equipe para trabalhar durante a semana, que culmina com um clássico diante do Palmeiras, no Morumbi, sábado que vem.

Um resultado que não fosse a vitória seria desastroso para a sequência do ano tricolor. O trabalho de Rogério Ceni seria colocado em cheque e uma derrota em Choque-Rei no Morumbi, o que não acontece há 15 anos, poderia ser fatal a qualquer tipo de planejamento em andamento no São Paulo.

Evitado esse transtorno, é hora de melhorar. Ganhar esse clássico pode trazer um ânimo novo para a comissão técnica, o elenco e a torcida. A derrota para esse mesmo rival pelo campeonato paulista deu início aos problemas que perduram até hoje para o são-paulinos. Até aquele dia, o jogo apresentado pela equipe de Ceni animava a todos que assistiam e viam o futebol ofensivo. Eram cobrados acertos defensivos para o São Paulo encontrar o equilíbrio. Parecia que esse era o único desafio para o sucesso.

Mas veio essa péssima derrota na “arena” rival e o São Paulo não emendou uma sequência positiva desde então. Pelo contrário, vieram três eliminações nas três competições mata-mata que disputávamos e, junto com as chances de taça, a empolgação foi embora.

Naturalmente, o São Paulo continuaria a passar por alguns contratempos. Rogério não é milagreiro. O futebol vistoso, da mesma forma que desapareceu depois do 3 a 0, havia começado a cativar depois da única vitória em clássicos até agora, contra o Santos na Vila. Naquela oportunidade, a proposta moderna era muito exaltada. A ideia de jogo complexa e sua execução demandam muito trabalho e compreensão tática dos jogadores. Tudo isso demanda tempo e paciência.

Mas o futebol brasileiro (por que não o futebol mundial?) exige resultados. A torcida cobra, a mídia pressiona, os dirigentes se movimentam nos bastidores. Tudo pelo imediato. Portanto, para atender essa demanda, é necessário vencer. Se tratando de um clássico então, nem se fala.

Sábado, às 19h, é mais uma final. E essa foge do clichê que todo jogo do Campeonato Brasileiro é uma final. Esse Choque-Rei é para manter o tabu. Para colocar de volta o orgulho na torcida e restaurar a autoestima no lado tricolor da Barra Funda. É uma nova chave que pode ser virada. Vá ao Morumbi, faça a sua parte, torça. Como sempre!

Se for na técnica ou na superação, desta vez tanto faz. No sábado, o que importa é ganhar.

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