Tricolor tem histórico de jogos marcantes contra argentinos pela Sul-Americana

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Confusões, como a que marcou o título de 2012, estão no retrospecto tricolor contra times do país vizinho

Na próxima quinta-feira, o São Paulo encerra suas férias forçadas ao receber a equipe do Defensa y Justicia, da Argentina,  no estádio do Morumbi. Após empate sem gols na casa rival, em partida jogada há um mês, o Tricolor precisa vencer por qualquer placar para seguir adiante na Copa Sul-Americana 2017.

Desde o surgimento da competição (que começou a ser disputada em 2002, mas só contou com a presença de clubes brasileiros a partir de 2003), o São Paulo já enfrentou equipes argentinas em três oportunidades – e todas elas foram marcantes.

O primeiro encontro contra os portenhos aconteceu logo em 2003. Pelas semifinais, o Tricolor enfrentou o sempre “encardido” River Plate. No jogo de ida, disputado no estádio Monumental de Núñez, derrota por 3×1, com grande atuação de Marcelo Gallardo. No jogo de volta, nervos à flor da pele de ambas as equipes, com jogadores protagonizando entradas ríspida e início de confusão ao longo dos noventa minutos. Quando soou o apito final, com vitória são-paulina por 2×0, o gramado do Morumbi se transformou num octógono do UFC (que sabe-se lá se já existia naqueles tempos). Pancadaria insana, com direito a voadoras e Luís Fabiano dizendo que “preferia ajudar na briga do que bater pênalti”. Ele ajudou na briga, foi expulso e o Tricolor… foi eliminado nos pênaltis. O mais irônico é que tem muito torcedor que adora a frase mesmo assim (vai entender…).

Quatro anos depois, em 2007, foi a vez de outro gigante argentino surgir no caminho tricolor. Pela fase oitavas de final, o adversário foi o Boca Juniors. Na partida de ida, em La Bombonera, o Tricolor jogou mal, perdeu o jogo, mas achou um precioso gol na parte final do duelo, marcado por Borges, que valeu muito, já que, ao contrário de 2003, agora o gol fora valia como critério de desempate. Com um Morumbi cheio, Aloísio marcou, bem ao seu estilo trombador, garantiu a vitória são-paulina por 1×0 e fez com que o Tricolor eliminasse os então temidos xeneizes da competição. Apesar de estar voando no Brasileirão naquele momento, vale lembrar que o desempenho na Sul-Americana não foi nada satisfatório. Tanto que na fase seguinte, o São Paulo foi eliminado pelo Millionarios de Bogotá perdendo as duas partidas.

Após um tempo “sumido” da Sul-Americana (jogou com um time B em 2008, se ausentou em 2009 e 2010 e não foi longe em 2011), o São Paulo voltou com tudo em 2012 até chegar pela primeira (e até hoje, única) vez à final do segundo principal torneio do continente. Do outro lado, estava seu terceiro argentino na história da competição. Mas, ao contrário das vezes anteriores, agora não era um gigante, mas sim o modesto Tigre. Como o estádio do time adversário não tinha a capacidade mínima exigida para as finais, o jogo de ida foi disputado em La Bombonera. Um 0x0 sem grandes emoções que foi marcado apenas por uma confusão entre Luís Fabiano e Donatti (hoje no Flamengo), que causou a expulsão de ambos logo no início da partida. O clima tenso permaneceu para o jogo da volta, quando o São Paulo massacrou no primeiro tempo, fez 2×0 e os argentinos resolveram descontar na porrada na saída para o intervalo. Nos vestiários, tentaram brigar também com os seguranças são-paulinos, que revidaram e a confusão tomou proporções colossais. O Tigre se recusou a retornar para o segundo tempo e, assim, o jogo foi declarado encerrado e o São Paulo conquistou o título inédito, sua única taça nas últimas oito temporadas.

Desta vez, a expectativa é de um duelo mais “ameno”, já que do outro lado não estará um gigante, como em 2003 e 2007, tampouco parecem ter restado rusgas do jogo de ida, como em 2012. Mas, após duas eliminações neste semestre, o duelo contra o Defensa y Justicia pode significar o início de uma nova trajetória de sucesso do São Paulo de Rogério Ceni. Fica a expectativa de que, daqui a alguns anos, esse jogo seja lembrado como o divisor de águas do Tricolor atual.

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