Lucão e Jucilei viram símbolos da melhora defensiva do São Paulo

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Com 21 anos, Lucão foi bem nas três partidas oficiais em que esteve em campo neste ano (Foto: Eitan Abramovich/AFP)

O São Paulo empatou por 0 a 0 com o Defensa y Justicia-ARG, na última quarta-feira, fora de casa, pela estreia na Copa Sul-Americana, e comemorou o seu terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols. Titular em duas dessas partidas, o zagueiro Lucão, alvo de críticas de imprensa e torcida nos últimos anos, virou o símbolo da melhora defensiva do Tricolor, ao lado do volante Jucilei.

A série começou na vitória magra por 1 a 0 sobre o São Bernado, em 29 de março, pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o técnico Rogério Ceni mandou a campo um time reserva e com três zagueiros, sendo um deles Lucão, que fez companhia a Lugano e Douglas. No duelo, o defensor de 21 anos mostrou frieza e não lembrou nem de longe o jogador inseguro da temporada anterior.

A segunda partida em que a defesa passou incólume foi no último domingo, quando o São Paulo bateu o Linense, por 2 a 0, pelas quartas de final do estadual. Desta vez, porém, Lucão ficou no banco, enquanto Maicon e Rodrigo Caio foram os titulares. Quem se destacou foi Jucilei, que provou estar em melhor forma física ao obter oito desarmes e fazer bem a transição entre os setores defensivo e ofensivo, com 92 passes certos e apenas dois errados.

Diante do Defensa y Justicia, Ceni não contou com 13 jogadores, incluindo os suspensos Maicon e Lugano, o que o obrigou a escalar um time com três zagueiros na cidade de Lanús, na grande Buenos Aires. Breno, Rodrigo Caio e Lucão formaram a defesa tricolor, com destaque para este último, que foi seguro durante toda a partida ao abreviar as jogadas argentinas em diversos momentos do duelo.

“A gente fica feliz, fomos muito cobrados no Campeonato Paulista e agora estamos há três jogos sem tomar gols”, celebrou Rodrigo Caio, dividindo os méritos com os outros setores. “Todos estão correndo, se dedicando e ajudando na marcação. Não é só a defesa. O mérito é da equipe inteira”, ressaltou.

A efeito de comparação, a última vez em que o clube do Morumbi havia passado incólume em três partidas seguidas ocorreu entre agosto e setembro de 2015, quando o treinador era o colombiano Juan Carlos Osorio. Na ocasião, o São Paulo venceu Ponte Preta (3 a 0) e Internacional (2 a 0), e empatou com o Joinville (0 a 0), pelo Campeonato Brasileiro.

O confronto de volta com o Defensa y Justicia acontecerá somente em 11 de maio. Até lá, o Tricolor terá pelo menos o segundo embate com o Linense, neste sábado, pelas quartas de final do Paulistão, e os dois jogos contra o Cruzeiro, pela quarta fase da Copa do Brasil, nos dias 13 e 19 de abril.

“Jogamos fora de casa na Argentina, não levamos gol e isso nos dá confiança para os outros campeonatos. Dia 11 de maio a gente se encontra de novo no Morumbi, em um campo que a equipe está acostumada mais e provavelmente vamos fazer um grande jogo lá”, disse o goleiro Denis, após o duelo na Argentina.

Ataque cai de produção

Coincidência ou não, o ataque do São Paulo caiu de produção ao passo que a defesa evoluiu. Desde a vitória por 3 a 1 sobre o ABC, em 8 de março, pela Copa do Brasil, a equipe do Morumbi só fez mais de um gol na vitória por 2 a 0 sobre o Linense, no último domingo, em casa.

No mais, perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras, empatou por 1 a 1 com ABC, Ituano, Botafogo-SP e Corinthians, venceu pela contagem mínima o São Bernardo e ficou no 0 a 0 com o Defensa y Justicia. Um dos fatores para essa queda de rendimento pode ser a ausência de Cueva nos últimos jogos.

O meia lesionou a coxa duas vezes em sequência e atualmente se recupera no Reffis. O camisa 10 perdeu os jogos contra Palmeiras, Linense e Defensa por problemas físicos, e Botafogo-SP, Corinthians e São Bernardo por estar a serviço da seleção peruana nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

De imediato, o clube trouxe o meio-campista Thomaz, que veio do Jorge Wilstermann-BOL. No entanto, nas palavras de seu treinador, o São Paulo é mais incisivo com seu melhor armador. “O time pode andar sem o Cueva, mas prefiro andar com o Cueva”, disse uma vez Rogério Ceni.

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