Ceni terá pela frente tudo que precisa para melhorar

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(Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press)

Se tem uma palavra para definir a atual semana e o futebol do time do São Paulo, essa palavra é digna. Sim, começo minha coluna de hoje de forma semelhante ao que escrevi no domingo passado. Desta vez, não tem pancada. Elas não são mais necessárias. O São Paulo se recuperou das bizarrices que realizou em campo nas partidas de ida contra Cruzeiro e Corinthians e retomou a boa conduta, antes limitada ao seu camisa 3.

Falar sobre dignidade é sempre complicado. O conceito é interpretado de forma diferente por todos nós. Não é normal a congruência. Visto o caso Rodrigo Caio. Até hoje estão a bater no zagueiro Tricolor por ele ter sido digno. Com Jô ou sem Jô em campo, o São Paulo não flertou com a classificação em momento algum dos dois jogos contra o Corinthians. Contra os mineiros foi diferente.

A dignidade de ser competitivo e executar movimentos mínimos para mudar panoramas foi melhor executada em Minas, na vitória sobre o até então invicto Cruzeiro, do que em Itaquera. A diferença entre os jogos, além do tesão do grupo, foi físico. Os onze que entraram em campo contra o Corinthians não conseguiriam três gols mesmo que quisessem. Fisicamente era improvável.

Tudo que o São Paulo de Rogério precisa para crescer e melhorar na temporada será a base dos próximos dias. Tempo, tempo e tempo. Penso eu que, além de aspectos ajustáveis do modelo de jogo, o Tricolor precisa repensar o trabalho físico, pois esse tende a ser o alicerce que separa o sucesso do fracasso. Desde o ano passado, infelizmente, o trabalho feito pela comissão especializada é questionável.

Lesões, lesões, lesões e tempos distintos em todos os jogos. Essas razões, que parecem muitas, mas são apenas duas, tem sido a tônica do clube e seus atletas. O grupo são-paulino não está apto a jogar como deveria. Com respeito aos profissionais que se dedicam ao clube e, com certeza, o fazem de forma correta, penso que chegou a hora de trocar fisiologistas e preparadores. A hora é agora.

Ceni terá tempo para aprimorar a execução das suas ideias e também para rever todos os jogos do time no ano. Esse é um trabalho essencial. Verá, se fizer isso, que o São Paulo erra de forma semelhante nos jogos e acerta de forma parecida também. É preciso minimizar erros e ter alternativas criativas que passem bem longe de cruzar a bola na área 50 vezes. O time pode ser competitivo no Campeonato Brasileiro, mas precisa estar apto tecnicamente, mentalmente e, principalmente, fisicamente.

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