Entenda por que Cícero é homem-chave no esquema de Ceni

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Cícero levou pra casa a bola do jogo contra o PSTC: três gols em Londrina (Foto: Marcelo Hazan)

Cícero foi o cara da vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre o PSTC, na última quarta-feira à noite, pela segunda fase da Copa do Brasil. Os três gols do volante ajudaram a carimbar a classificação para a terceira fase, na qual o rival será o ABC. O jogo foi tão especial que ele fez questão de levar a bola do jogo de presente para o filho Enzo, de quatro anos. Uma atuação que comprova a excelente fase vivida pelo jogador neste início de temporada, em sua segunda passagem pelo São Paulo.

Mas por que Cícero é tão importante no esquema do técnico Rogério Ceni? Veja cinco fatores que ajudam a explicar abaixo.

Versatilidade
Cícero é meia ou volante? O próprio atleta define sua posição como volante, mas taticamente pode exercer diferentes funções dentro da mesma partida. Além de usá-lo nos dois setores, Ceni também conta com ele como um eventual segundo atacante.

– Volante. Há dois ou três anos jogo mais recuado. Por chegar na área e fazer gols, confundem dizendo que jogo como meia. Mas é sempre de volante, às vezes de segundo. O Rogério tem participação nessa liberdade que dá aos volantes. O Thiago (Mendes) tem marcado também (nesse ano foram dois gols). O importante é cada um contribuir – disse Cícero.

Poder de decisão
Depois de sair do São Paulo pela primeira vez e atuar por Santos e Fluminense, Cícero não deixou de ser um atleta que aparece nos jogos decisivos. Agora, voltou a mostrar essa mesma característica no Tricolor, ao decidir o confronto eliminatório pela segunda fase da Copa do Brasil. Ceni sabe que pode contar com ele nos momentos cruciais. São mais de 100 gols na carreira.

Finalização
“Tem bom jogo aéreo e finaliza bem de fora da área”. As palavras de Ceni sobre Cícero traduzem parte do repertório demonstrado contra o PSTC. Cada gol foi feito de uma maneira. No primeiro, ele subiu de cabeça para aproveitar rebote. No segundo, fez bonitas tabelas com Thiago Mendes e Pratto, para entrar na área, e marcou. No terceiro, viu espaço fora da área e finalizou de média distante.

Experiência
– Cícero é um homem-chave em qualquer equipe. Foi no Fluminense, no ano passado. Um jogador com 32 anos dá experiência. (…) Conseguimos sem custo de transferência (o Fluminense banca parte dos salários do jogador, cujo contrato é válido até dezembro de 2018). Ajuda os mais jovens, como Araruna – disse Ceni.

A mesma experiência é nitidamente usada dentro de campo. Quando necessário, Cícero orienta os mais jovens e cadencia o jogo. Diante do PSTC, por exemplo, pediu mais calma aos companheiros para controlar a partida, enquanto a equipe da casa tentava acelerar o ritmo.

Amizade com Ceni
– Pela amizade que temos ao longo do tempo, ele entende o que eu quero com ele – disse Rogério Ceni.

Não por acaso, Cícero fez questão de cumprimentar o treinador, na comemoração do terceiro gol contra o PSTC. O técnico pediu sua contratação. A relação entre os dois é ótima desde a primeira passagem de Cícero pelo Morumbi (2011 a 2012).

Na Sul-Americana de 2012, o São Paulo empatava sem gols com a LDU de Loja, do Equador, no Morumbi, e só estava conseguindo a classificação para as quartas de final porque havia empatado por 1 a 1 fora de casa.

Na ocasião, Ceni questionou uma substituição do então técnico Ney Franco, que optou por colocar Willian José em campo. O goleiro foi quase ao centro do campo para sinalizar que não era aquela a mudança ideal, mas sim Cícero, para preencher o meio e ajudar na bola aérea.

Agora, o técnico tem total comando da situação e tenta explorar o melhor do seu atleta e amigo.

Por GloboEsporte.com

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