Análise: inteligência de Pratto faz o São Paulo deitar e rolar contra o ABC

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Gol não é um mero detalhe, como já disseram por aí. Só por isso não dá para dizer que o São Paulo fez tudo certo contra o ABC-RN. Pelo número de chances criadas, pelo volume de jogo, esperava-se muito mais gols. Mas, em termos de desempenho, a equipe treinada por Rogério Ceni protagonizou uma grande noite na vitória por 3 a 1.

Somadas as chances perdidas por Luiz Araújo, Thiago Mendes e Wellington Nem, o Tricolor poderia ter transformado a partida de volta, na próxima quarta-feira, em Natal, numa mera formalidade. Falemos primeiramente das fragilidades do adversário.

Aos 18 minutos, depois de fazer três faltas em Cueva que deveriam tê-lo expulsado de jogo, o volante Jardel foi substituído pelo jovem Jhonata, de 16 anos. A marcação no meio-campo ficou frágil e inocente, e o São Paulo passou a encontrar espaços mil para lançamentos nas costas.

Nesse cenário, ninguém teve mais inteligência do que Lucas Pratto. A movimentação do centroavante foi uma aula. Como se fosse um eixo que faz a bola girar em órbita em torno de si, o argentino abriu buracos na defesa do ABC para a infiltração dos meias e pontas.

A primeira das milhares de chances criadas pelo Tricolor nasceu do passe de Pratto, longe da área, para a entrada em velocidade de Thiago Mendes.

Análise São Paulo x ABC (Foto: Reprodução)Pratto, longe da área e acompanhado pelo zagueiro, encontra Thiago Mendes em infiltração (Foto: Reprodução)

Não foi um lance ocasional. Foi o padrão do jogo. E mérito para o São Paulo, que ficou pouquíssimo em impedimento nas enfiadas em profundidade. O primeiro e o segundo gols saíram assim, além de uma infinidade de oportunidades desperdiçadas.

Embora o ABC não tivesse qualidade para criar com a bola no chão, o time de Ceni minimizou a chance de erros ao posicionar suas linhas de marcação de maneira um pouco diferente, num 4-4-1-1 no primeiro tempo, com Cueva e Pratto mais adiantados.

Além do argentino, destacaram-se no São Paulo Thiago Mendes e Luiz Araújo, velozes e incisivos, e Cícero, um construtor impecável no meio-campo até se cansar nos últimos 10 minutos. O desafio é aprimorar o desafio entre segurança e criatividade nas próximas rodadas.

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