Rouco, Ceni valoriza conversa no intervalo e psicológico forte

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Dos pés de Rogério Ceni saiu o gol da vitória do São Paulo em 2009 na Vila Belmiro. Desde então o Tricolor não vencia mais o Santos na Baixada Santista. Mas, nesta quarta, fora das quatro linhas, o ex-goleiro voltou a ser decisivo. Dessa vez com uma substituição. A entrada de Luiz Araújo no intervalo do clássico válido pela terceira rodada do Campeonato Paulista foi crucial para o placar de 3 a 1, de novo de virada. Quase sem voz, o técnico comemorou a postura de seus comandados em campo, principalmente pela reação após sair atrás novamente, e citou a conversa no vestiário como determinantes.

“Em três jogos, saímos atrás do placar. Conseguimos duas viradas e uma, contra o Audax, chegamos a empatar. Se olhar os dados do jogo, você vai ver que era possível. Houveram chances reais de a gente virar contra o Audax. Eles não têm medo, eles têm coragem para jogar. Eles não se abalam com gol sofrido. Nem hoje aqui na Vila. Quero ver essa coragem nos olhos de cada um”, ressaltou Rogério Ceni.

“No segundo tentamos dar um pouco mais de velocidade com o Araújo. Neilton estava sofrendo um pouquinho para acompanhar o lado direito do Santos, com o Ferraz que sobe muito. Colocamos Cueva mais aberto de um lado, Araújo de outro. Gilberto centralizado. Manter nossa postura defensiva”, explicou o comandante, que precisou consertar tudo no intervalo, diante da dificuldade de se fazer ouvir durante o primeiro tempo.

O Gilberto foi muito competitivo, mas estava atuando aberto. Não consegui mudar uma função que não era dele. Não consegui mudar. Pedi para mudar, gritei, gritei. É mais confortável para o Cueva jogar centralizado. Gilberto se sacrificou para jogar em uma posição que não era dele. Estava indeciso com Lucas Fernandes e Bruno. Quando fez 3 a 1, entrou Bruno como segundo lateral. Cueva já estava começando a faltar perna”, comentou.

Ao falar de todas suas ações no jogo, Rogério Ceni não podia deixar de citar Luiz Araújo, que entrou no intervalo e decidiu o clássico com dois gols. O técnico tricolor valorizou a evolução da revelação de Cotia e vislumbrou a permanência do atleta por muito tempo no clube, já que ele mesmo tentou convencer Luiz Araújo a recusar uma proposta do Lille, da França, na última janela.

“Fico muito feliz pelo resultado em si. Fico feliz por ele. É um menino de muita velocidade e explosão, às vezes peca na última decisão. Hoje decidiu com dois gols, com passe para Gilberto. Tomada de decisão na função que ele joga mostra o valor que tem. É saber fazer na cara do gol. Fico muito feliz por ele ter ficado e melhorado nessa tomada de decisão”, explicou Ceni.

“Desde que eu cheguei aqui, falei que era um velocista nato que tem que tomar melhores decisões, mas não penso nele para venda, penso nele para o São Paulo. Não trouxe os jogadores de Cotia para vender, mas, com bom resultado a gente, quem sabe, consegue receita para segurar ele por mais tempo”, completou.

Agora, a expectativa de Rogério Ceni cresce para mais um grande público no próximo sábado, quando São Paulo recebe o Mirassol, no Morumbi. Depois da vitória no clássico, o treinador espera que seus torcedores se empolguem e voltem a encher o estádio paulistano.

“Queria ver de novo o Morumbi com 50 mil pessoas. Na descida do ônibus, quando encontra o torcedor… É um 12º combustível. Vitória de hoje significa ver um Morumbi cheio. Com preço acessível, vamos colocar o torcedor. Nossa conversa foi fazer alguns ajustes. Eu não consegui fazer durante o final do primeiro tempo”, concluiu.

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