Em dia de individualidades, jogo coletivo do São Paulo evolui

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Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Em dia de estreia de Rogério Ceni como técnico no Morumbi, apresentação de Lucas Pratto, Jucilei e partida com direito a exibição individual de Cueva e Gilberto, o destaque vai para a atuação coletiva do São Paulo. Assim como não apontei o dedo para as muitas falhas defensivas e individuais do último jogo no Paulista – fruto de uma partida ruim coletivamente -, de forma igualitária também não irei glorificar aqueles que desequilibraram positivamente. É o São Paulo que merece atenção.

Pela variação individual e natural de jogadores é que se torna tão importante observar atentamente aquilo que se apresenta em campo por parte de um clube grande enquanto time, coletivo, padrão. As individualidades estão intimamente ligadas ao comportamento interno e externo do ser humano, e são quase sempre imprevisíveis. É impossível contar sempre com elas, apesar de serem suficientemente boas para vencer jogos.

No entanto, um time se constrói com diversas peças. É como o nosso organismo, que funciona harmoniosamente dentro de uma complexa e perfeita caixa: o corpo humano. Já imaginou se nós tivéssemos um pulmão potente e um coração deficitário? A força do pulmão seria suficiente para manter o coração em pleno funcionamento? Mesmo não sendo médico, como alguns leitores meus, digo que isso é algo improvável. No mínimo, arriscado para nossa vitalidade.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Bom para o São Paulo que a apresentação no Morumbi foi boa de forma geral. As ideias implementadas funcionaram de forma interessante, mesmo com algumas falhas de execução ainda visíveis. A saída de bola, por exemplo, é algo a se trabalhar com mais atenção, assim como a recomposição nos segundos após perder a posse, fatais em qualquer jogo de futebol seja amador ou profissional. No mais, Rogério conseguiu convencer seus atletas sobre o jogo apoiado, base filosófica do seu modelo de jogo.

Se a minha crítica foi a pouca movimentação ofensiva contra o Audax, hoje é destinada somente a desatenção no passes que, sendo justo, foram mais difíceis de se realizar devido a condição do gramado do Morumbi, longe da ideal. Os homens de ataque, assim como os alas e os meias foram muito bem no apoio mútuo durante as transições no momento ofensivo.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

A goleada não pode ter efeito amortecedor no grupo. O trabalho de hoje não é suficiente para quarta, diante do Santos, fora de casa. Lá, onde historicamente o Tricolor sofre, todas as desatenções de hoje vão se tornar gol. O espaço para erro em grandes jogos inexiste. Além disso, nem todas as movimentações produtivas na frente vão funcionar com defensores de nível mais elevado. Sem dúvida, devemos ter um grande clássico, sobretudo brigado ideologicamente por Ceni e Dorival. Esperamos que seja só nesse sentido.

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