Ceni elogia Luiz Araújo e a coragem do São Paulo: “Eles não têm medo”

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Rogério Ceni em entrevista coletiva após a vitória por 3 a 1 contra o Santos, na Vila (Foto: Marcelo Hazan)

 

Rogério Ceni teve participação importante na vitória por 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro. No intervalo, ele colocou Luiz Araújo no lugar de Neilton, e o jovem revelado nas categorias de base do clube fez dois gols, tornando-se e foi o personagem principal do triunfo.

– Fico muito feliz pelo resultado em si. Fico feliz por ele (Araújo). É um menino de muita velocidade e explosão, às vezes peca na última decisão. Hoje decidiu com dois gols. A tomada de decisão na função que ele joga mostra o valor que tem. É saber fazer na cara do gol. Fico muito feliz por ele ter ficado e melhorado nessa tomada de decisão – disse o treinador, em entrevista coletiva.
A entrada de Luiz Araújo foi primordial para a vitória do Tricolor. Com Neilton em campo, a equipe rendeu pouco, principalmente para acompanhar Victor Ferraz na lateral direita, peça-chave de acordo com Rogério para a criação de jogadas perigosas do Santos. Ceni conta que tentou mudar o posicionamento da equipe durante o jogo, utilizando Gilberto aberto pelo lado, mas a pouca voz não ajudou muito.

– O Gilberto é muito competitivo. Não consegui mudar uma função que era dele. Pedi para mudar, gritei, gritei. É mais confortável para o Cueva jogar centralizado. Gilberto se sacrificou para jogar em uma posição que não era dele. No segundo, tentamos dar um pouco mais de velocidade com o Araújo. Neilton estava sofrendo um pouquinho de acompanhar o lado direito do Santos, com o Ferraz que sobe muito. Colocamos Cueva mais aberto de um lado, Araújo de outro. Gilberto centralizado… – explicou Rogério.

Apesar da postura do São Paulo em campo ter sido elogiada, o treinador não acredita que tenha sido a melhor partida da equipe sob seu comando. Para Ceni, o triunfo por 5 a 2 contra a Ponte Preta, no último domingo, foi mais impressionante. Além disso, ele exalta a estabilidade do time de sair atrás no placar e buscar a virada, assim como ocorreu contra a Macaca e contra o Peixe.

– A melhor partida nossa foi contra a Ponte. 70% de posse de bola, pressionando todo momento. Em três jogos, saímos atrás do placar. Conseguimos duas viradas. Se olhar os dados do jogo, você vai ver que era possível. Tivemos chances reais de virar contra o Audax. Eles não têm medo, eles têm coragem para jogar. Eles não se abalam com gol sofrido. Nem hoje aqui na Vila. Quero ver essa coragem nos olhos de cada um – afirmou Ceni.

Rogério Ceni Santos x São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)Rogério Ceni em ação à beira do campo no clássico contra o Santos (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

 

Confira outros tópicos da entrevista de Rogério Ceni:

Não ter olhado para o pênalti de Cueva

– Foi na hora do gol? Eu olhei para trás e só vi um tumulto. Não sei o que aconteceu, de coração. Não vi o lance, não posso falar. Quando assistir, posso comentar. É um desabafo do jogo, mas tem que tentar manter a cabeça focada. Grito, xingamento, não mude a cabeça durante o jogo. Ele tem liberdade para jogar no campo, onde for mais confortável. Não determino uma posição fixa para ele, gosto muito que ele rode.

Voz rouca

– A voz é difícil porque grito muito nos treinos. Tem treino todo dia. Não consigo melhorar, não tem jeito, com fono, pastilha. Queria ver de novo o Morumbi com 50 mil pessoas. Na descida do ônibus, quando encontra o torcedor… É um 12º combustível. Vitória de hoje significa ver um Morumbi cheio. Com preço acessível, vamos colocar o torcedor. Nossa conversa foi fazer alguns ajustes. Eu não consegui fazer durante o final do primeiro tempo.

Tática

– Para esse jogo, jogamos mais em contra-ataque. Contra a Ponte Preta, jogamos alto, pressão. Contra o Santos, tem que alternar. Eu tento ajustar a equipe, mas mesmo assim eles conseguiram escapar com Ferraz e Zeca. Quando escapam pelo meio, ficam muito perigosos. Deu para ajustar melhor o posicionamento. São coisas que a gente treina, que a gente prega. Eles são os grandes vencedores desse jogo.

Jucilei

– É um grande jogador, consagrado. João (Schmidt), ao que me parece, talvez se transfira no meio do ano, mas está mostrando comprometimento como se fosse jogar aqui pelo resto da vida. O Jucilei jogou de terceiro, quarto, pode jogar de primeiro ou segundo volante. Tanto ele quanto Pratto temos que elevar pelo nível de competitividade. Fazem com que nível de jogo aumente.

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