As diferenças entre 2016 e 2017 começam a aparecer

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Jogadores do São Paulo comemorando o gol de Gilberto contra a Ponte Preta, pelo Paulistão. (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

No ano de 2016, a torcida do São Paulo conviveu com um time muito oscilante. Os times montados por Edgardo Bauza e Ricardo Gomes não tinham padrão tático, vibração e muito menos organização. No Campeonato Paulista, diversos vexames na primeira fase nos clássicos e também contra alguns times pequenos. Na Libertadores, alguns bons jogos na base do abafa, e muito por conta da torcida, que lotou o Morumbi em praticamente todos os jogos. E no Brasileirão, o vexame que todos lembram, com o time brigando praticamente até o final para não ser rebaixado pela primeira vez em sua história.

Além da incompetência dos treinadores, o elenco também não contava com muitas peças qualificadas e dependia muito de alguns atletas, como do meia Paulo Henrique Ganso e do centroavante argentino Calleri. Isso só deixou escancarado que daquela forma o time não podia almejar coisas maiores, e que permanecer na elite do futebol não deveria ser exatamente comemorado, mas já seria um alivio, visto que a situação poderia ser catastrófica.

Com a virada do ano, novos jogadores vieram para agregar qualidade no elenco. Jucilei e Lucas Pratto chegaram agora, com o Paulistão já iniciado, mas são jogadores de peso que com certeza brigam para serem titulares e deixarão a equipe ainda melhor. Sim, posso dizer ainda melhor, porque o que Rogério Ceni já está conseguindo mostrar é algo surpreendentemente positivo e animador. Em pouquíssimos jogos (dois pela Flórida Cup, três pelo Paulistão e um pela Copa do Brasil) a equipe já demonstra padrão tático, organização em campo, e muita vibração. Rodrigo Caio ora aparece mais recuado na zaga com Maicon e ora aparece mais avançado como volante, à frente da zaga. Cícero, Thiago Mendes e João Schmidt alternam constantemente como volantes e meias, pela grande versatilidade que possuem, com qualidades de marcadores e também como passadores. E por fim, Cueva, o grande destaque do time, atua muito pelo centro do campo, mas também cai pela direta, como um autêntico ponta, por possuir, além do passe muito qualificado, uma velocidade interessante, que permite essa variação ao longo dos jogos. Em relação a vibração, vemos um time comemorando muito os gols, de uma forma muito unida, mostrando que o clima no elenco é muito bom. E o destaque fica por Rogério Ceni, que faz questão de cumprimentar cada atleta que é substituído e fica à beira do gramado, praticamente jogando junto, dando toda motivação. Isso, sem dúvida, faz muita diferença.

Outro fator que fica muito visível é a tranqüilidade do time para reverter um resultado adverso. Em 2016, o São Paulo virou apenas três partidas ao longo de toda temporada, nas vitórias por 2 a 1 contra Oeste, pelo Paulistão, e contra Fluminense e Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro. Nessa temporada, o São Paulo praticamente já igualou esse número, virando os jogos contra Ponte Preta, vencido por 5 a 2, e na última quarta feira, no clássico contra o Santos na Vila Belmiro, com vitória São Paulina por 3 a 1.

É bastante cedo para dizer que esse time irá vencer campeonatos esse ano e que vai encher os olhos do torcedor, mas já há uma esperança por dias melhores, ao menos uma expectativa de que o Tricolor voltará ao topo do futebol brasileiro, muito pela diretoria, que trouxe bons jogadores,  aproveitando oportunidades no mercado e também fazendo grandes investimentos, mas principalmente por esse cara que fica na beira do gramado de roupa social, que não aceita a derrota e luta incessantemente pelo sucesso.

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