A necessidade imediata de um centroavante

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Atacante Chavez, recebendo a camisa 9 em sua apresentação (Foto: gazetaesportiva.com)

O São Paulo continua a sua preparação para a temporada 2017. Após a conquista da Flórida Cup, em cima do arquirrival Corinthians, os comandados de Rogério Ceni continuam na maratona intensa de treinamentos visando a estreia no Campeonato Paulista, que ocorre no final de semana, contra a equipe do Audax.

Na Flórida Cup, o time teve um bom desempenho, com muita intensidade e velocidade, características que o professor Mito deseja. Apesar do inicio empolgante, nem tudo saiu conforme o esperado. A chuva de gols que a equipe perdeu escancara o principal defeito da equipe: a ausência de um camisa 9 de qualidade. David Neres, Luiz Araujo, Neílton e Wellington Nem são jogadores de ponta, que buscam o drible e jogadas de velocidade e não tem como principal característica a finalização. Gilberto é esforçado, mas depender dele e achar que este pode ser o centro avante titular é uma grande ilusão. Chavez, que veste a camisa 9 tricolor, não é centroavante de oficio, e não vem conseguindo “quebrar o galho” no comando de ataque.

Para exemplificar a necessidade total de um bom fazedor de gols, nada melhor do que citar alguns fatos. Nas últimas temporadas em que o Tricolor teve sucesso, o time sempre teve um centro avante artilheiro. No Tricampeonato Brasileiro seguido, em 2006, 2007 e 2008, a equipe contou com Ricardo Oliveira, Aloísio Chulapa e Borges. E nos últimos anos, Luis Fabiano foi o grande artilheiro da equipe e o responsável pela maior parte dos gols do time. Todos esses jogadores marcaram seus nomes na historia do São Paulo e foram artilheiros pelas equipes que passaram, pelo faro de gol e qualidade que possuíam quando ficavam frente a frente com os goleiros adversários.

As outras peças pontuais que foram contratadas para reforçar o elenco chegaram no momento adequado. Até o volante Jucilei, que deve acertar nos próximos dias, chegará a tempo para se ambientar ao clube e ao futebol brasileiro. Mas pensar que o time pode começar a temporada com Gilberto e com o improvisado Chavez, é um erro muito grande.

A diretoria deve vasculhar o mercado para achar esse jogador. Que seja por empréstimo, ou fazendo um investimento, o importante é ter um artilheiro capaz de finalizar com qualidade as jogadas criadas pela equipe.

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