10 Sul-americanos que brilharam no São Paulo

0
519
O jogador Lucas Pratto do São Paulo comemora gol durante partida entre São Paulo x São Bento, válida pelo Campeonato Paulista 2017, no estádio do Morumbi em São Paulo, SP, nesta terça-feira (21). Newton Menezes/Futura Press

O mais novo reforço do São Paulo, Lucas Pratto, já chegou ao Morumbi com sede de bola. Em sua primeira entrevista pelo novo clube, ele disse que almeja uma passagem “com títulos” e avisou: “A torcida pode esperar gols, sobretudo importantes, mas, além disso, muita entrega e compromisso com esta camisa”. Caso a expectativa do argentino se concretize, Pratto poderá se tornar mais um sul-americano a fazer história no tricolor. Relembre a seguir outros jogadores de países vizinhos que brilharam no São Paulo.

1. JOSÉ POY (GOLEIRO – ARGENTINA) – O argentino José Poy foi o estrangeiro que mais jogou pelo São Paulo: 524 partidas à frente da meta tricolor, entre 1949 e 1962. O goleiro estreou no clube já com “a mão direita”, ao vencer o Campeonato Paulista de 49. Faturou outros três estaduais como jogador e, em 1975, mais um como treinador. Também teve uma grande importância fora dos gramados, ao ajudar na construção do estádio do Morumbi vendendo títulos de cadeira cativa. Sem dúvida, um dos maiores ídolos da história do São Paulo.

2. DARÍO PEREYRA (ZAGUEIRO – URUGUAI) – A raça, a habilidade e a velocidade de Darío Pereyra encheram os olhos dos são-paulinos durante os quase 11 anos em que ele defendeu o clube (entre 1977 e 1988). O zagueiro disputou 453 partidas com a camisa tricolor, marcou 37 gols e conquistou nada menos do que seis títulos: quatro do Campeonato Paulista (1980, 1981, 1985 e 1987) e dois do Brasileiro (1977 e 1986). Apesar do sucesso inquestionável, Darío demorou a se firmar. Chegou como meia-armador e volante, mas não encantou. Graças ao técnico Carlos Alberto Silva, encontrou seu lugar como quarto-zagueiro. A partir de então, não parou mais de brilhar e tornou-se um dos símbolos do São Paulo.

3. PEDRO ROCHA (MEIA – URUGUAI) – Também conhecido como Verdugo –o carrasco dos adversários–, Pedro Rocha chegou ao São Paulo em 1970 para fazer história no clube. Contratado do Peñarol, que vivia sua época mais gloriosa, o meia uruguaio ficou famoso pela categoria, pela visão de jogo e pelos cabeceios fulminantes. Ao todo, vestiu a camisa tricolor em 393 jogos e marcou 119 gols. Foi bicampeão paulista (1971 e 1975) e campeão brasileiro (1975). É o único jogador do Uruguai a disputar quatro Copas do Mundo pela seleção celeste (1962, 1966, 1970 e 1974). Por suas façanhas nos gramados, Pedro Rocha virou ídolo até de Pelé.

4. PABLO FORLÁN (LATERAL DIREITO – URUGUAI) – Durante os cinco anos em que defendeu o São Paulo, Pablo Forlán disputou 243 jogos e sagrou-se tricampeão paulista (1970, 1971, e 1975). Vindo de um embalado Peñarol, o uruguaio chegou ao tricolor em 1970, com a tarefa de colocar fim a um incômodo jejum de títulos da equipe do Morumbi. Já em sua primeira temporada com a camisa são-paulina, Forlán deu motivos para a torcida voltar a sorrir. Missão cumprida.

5. ANTÔNIO SASTRE (MEIA – ARGENTINO) – Apesar de ter chegado ao São Paulo perto dos 33 anos, Antônio Sastre brilhou com a camisa tricolor. Considerado o cérebro do time, o meia argentino fez sua estreia em 1943 e já faturou título, o Campeonato Paulista daquele ano (feito repetido em 1945 e 1946). Ídolo do clube brasileiro, Sastre, “o Maestro”, disputou 128 jogos e marcou 56 gols –seis deles em um único jogo, na goleada por 9 a 0 contra a Portuguesa Santista, em agosto de 1943, pelo Estadual.

O jogador Diego Lugano é apresentado como novo reforço do São Paulo, no CT da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo (SP), nesta segunda-feira (18). André Lucas Almeida/Futura Press

6. DIEGO LUGANO (ZAGUEIRO – URUGUAI) – Mais um uruguaio a fazer história no São Paulo, Diego Lugano tornou-se o xerife da zaga tricolor em sua primeira passagem pelo clube, entre 2003 e 2006. O zagueiro, sinônimo de raça, logo caiu nas graças da torcida por seu espírito de luta em campo. Lugano foi um dos maiores símbolos de um período vitorioso da equipe do Morumbi, que conquistou o Campeonato Paulista, a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes em 2005 e o Brasileirão do ano seguinte. Em 2016, o defensor retornou ao São Paulo após insistentes pedidos dos torcedores. Embora não tenha brilhado nos gramados, assumiu um papel importante como líder e referência do elenco.

7. ARMANDO FEDERICO RENGANESCHI (ZAGUEIRO – ARGENTINO) – Mesmo arrastando a perna em campo numa época em que não se permitiam substituições no futebol, Renganeschi marcou o gol da vitória tricolor por 1 a 0 sobre o Palmeiras. Mais do que isso, marcou o gol que deu ao São Paulo o título do Campeonato Paulista de 1946. Por essas e outras, o zagueiro argentino era símbolo de raça e vontade. Durante os quatro anos em que defendeu o clube (1944 a 1948), disputou 107 partidas e foi tricampeão estadual (1945, 1946 e 1948).

8. GUSTAVO ALBELLA (MEIA – ARGENTINO) – Por suas jogadas surpreendentes, Albella ganhou o apelido de “El Atômico”. Apesar de ter chegado ao São Paulo sem muita badalação em 1952, encontrou seu lugar na equipe ao trocar a função de centroavante pela de meia. Formou uma parceria vitoriosa com Gino na campanha do título paulista de 1953. Durante os dois anos em que vestiu a camisa tricolor, disputou 80 partidas e marcou 46 gols.

9. VÍCTOR ARISTIZÁBAL (ATACANTE – COLOMBIANO) – Um dos maiores ídolos da história do Atlético Nacional, o colombiano Aristizábal teve uma boa passagem pelo São Paulo entre 1996 e 1998. Com faro de gol apurado, o atacante, campeão paulista de 98, é o quinto estrangeiro que mais vezes balançou as redes com a camisa tricolor: 37 em 79 jogos. Considerada apenas a média de gols marcados, Aristizábal sobe para a segunda posição do ranking (0,47), perdendo apenas para o argentino Albella (0,58).

10. JOHNATHAN CALLERI (ATACANTE – ARGENTINO) – Apesar de rápida, a passagem de Calleri pelo São Paulo em 2016 deixou gostinho de “quero mais”. Emprestado ao clube por seis meses, o atacante argentino mostrou serviço logo na estreia, ao fazer o gol de empate contra o César Vallejo, pela Libertadores. Na segunda partida, diante do Água Santa, no Paulista, balançou as redes mais duas vezes e caiu nas graças da torcida. Calleri foi artilheiro do torneio Continental com nove tentos anotados e ganhou até música dos são-paulinos: “Ô ô, toca no Calleri que é gol”. Despediu-se do Morumbi em julho, com a marca de 16 gols em 31 jogos e expressou o desejo de um dia voltar a vestir a camisa do São Paulo.

Por @marina_galeano de Yahoo! Esportes

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA