10 grandes momentos do São Paulo em Paulistas

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Neste domingo, o São Paulo joga contra o Grêmio Audax, em Barueri, na estreia no Campeonato Paulista. O estadual carrega uma expectativa diferente aos são-paulinos nesta temporada. Além de ser uma oportunidade de acabar com a seca de títulos que se estende desde a Copa Sul-Americana de 2012, o Paulista será a primeira competição oficial de Rogério Ceni como treinador da equipe, motivo que traz ansiedade e esperança aos tricolores.

Apesar de hoje em dia o torneio não estar no maior escalão entre as conquistas possíveis aos paulistas, é um campeonato tradicional que carrega muita rivalidade e, principalmente, história. Esta lista traz dez de muitos momentos especiais que o São Paulo viveu nesta competição desde sua fundação, em 1930. Jogos, lances e títulos eternizados na sala de troféus tricolor e no coração de sua torcida.

  1. 1931, o primeiro troféu
Foto: Reprodução/Acervo Histórico do SPFC

O recém-nascido São Paulo já havia mostrado a que veio no seu primeiro ano, quando acabou vice-campeão estadual. O primeiro título veio antes de completar dois anos de existência. O último jogo do Paulista de 1931, que aconteceu em 10 de janeiro de 1932, foi disputada contra o Corinthians, o sexto colocado do campeonato. Vitória por 4 a 1 no Pq. São Jorge e pela primeira vez o São Paulo estava no topo. O Tricolor superou os rivais Palestra Itália e Santos na tabela com grande segundo turno, se tornando campeão com 12 vitórias e um empate nessa metade. Leia mais sobre a primeira conquista tricolor aqui e aqui.

2. Quando a moeda caiu em pé…

E a moeda caiu em pé (Charge: Reprodução/A Gazeta Esportiva)

Após iniciar sua história de maneira gloriosa, o São Paulo passou por momentos de reestruturação até seguir no caminho das taças. Em 1942, o time foi fortalecido com a contratação de Leônidas da Silva, o Diamante Negro e montou um dos times favoritos ao título estadual do ano seguinte. Mas a renovação tricolor não convencia a imprensa e os dirigentes rivais. Em uma reunião do conselho arbitral, teriam afirmado que aquele encontro para debater normas não seria necessário e o campeão do Campeonato Paulista de 1943 poderia ser decidido no “cara ou coroa”: se caísse cara, alvinegros levariam o caneco; coroa, alviverdes seriam campeões. Foi quando perguntaram “e o São Paulo?”. Segundo a história, outro presente teria respondido “só se a moeda cair em pé!”. A diretoria do Clube da Fé comprou a ideia e, no dia 3 de outubro, a moeda caiu em pé, após empate em 0 a 0 com o favorito Palmeiras. Leia a história mais detalhada.

3. Campeão invicto

O São Paulo da decisão (em posições): Gijo; Piolim e Armando Renganeschi; Ruy, Bauer e Noronha; Luizinho (capitão), Antonio Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha. Técnico: Joreca. (Foto: Reprodução/Acervo Histórico do SPFC)

20 jogos, 17 vitórias e 3 empates. Essa foi a irretocável campanha tricolor no Campeonato Paulista de 1946. O título marcaria o 4º Estadual do São Paulo, que havia levantado o troféu, além de 1931 e 1943, também em 1945. O jogo do título foi mais uma vitória contra o Palmeiras, 1 a 0 no Pacaembu.

4. 1970, fim de um jejum

Em pé: Bebê, Tenente, Eduardo, Picasso, Gilberto, Sérgio, Lima, Edson, Roberto Dias, Lourival, Forlan e Jurandir; Agachados: Everaldo, Carlos Alberto, Paulo, Terto, Miruca, Gerson, Zé Roberto, Toninho, Nenê e Paraná (Foto: Reprodução/Acervo Histórico do SPFC)

Desde 1957 sem conseguir chegar ao topo do Paulista, o São Paulo iniciou a década de 1970 levantando o seu 9º e 10º estadual. Em 1970, o eneacampeonato veio 13 anos depois do 8º troféu. Com uma arrancada na reta final (cinco vitórias nas últimas cinco rodadas), o tricolor foi campeão com uma partida de antecedência, após vencer o Guarani, em Campinas, por 2 a 1, gols de Toninho Guerreiro e Paulo Nani. Na foto, vitória contra o Corinthians por 1 a 0 no Morumbi, já com o título garantido.

5. O primeiro do Morumbi

Os campeões: Sergio; Pablo Forlán, Jurandir, Arlindo e Gilberto Sorriso; Édson Cegonha e Gérson; Terto, Toninho Guerreiro, Pedro Rocha (Carlos Alberto) e Paraná. Técnico: Osvaldo Brandão (Foto: Reprodução/Acervo Histórico do SPFC)

Com público presente de mais de 115 mil pessoas (103.887 pagantes e 11.548 menores), o São Paulo conquistou pela primeira vez um título no Sacrossanto Morumbi em 1971. E não haveria cenário melhor. Um domingo de Choque-Rei decisivo. O São Paulo, que liderava a tabela com 34, era perseguido pelo Palmeiras, com 33 pontos. O vitorioso sairia campeão. No início da partida, aos 5 minutos, Toninho Guerreiro, de novo ele, balançou o capim alviverde. Depois disso, o tricolor controlou a partida e conquistou o bicampeonato, o primeiro no solo glorioso do Cícero Pompeu de Toledo.

6. Nos vitoriosos anos 80, título sobre os rivais

A década de 1980 trouxe muitas alegrias ao torcedor tricolor. Com timaços e grandes nomes, como Darío Pereyra, Pita e Muller, o São Paulo dominou por cinco vezes o campeonato estadual. Taças em 1980, 1981, 1985, 1987 e 1989. Na fase final de 1987, classificaram-se os quatro grandes clubes do estado. Na semifinal, o Clube da Fé enfrentaria e despacharia o Palmeiras, enquanto o Corinthians levaria a melhor contra o Santos, definindo um Majestoso para a decisão.

Nas finais, a vitória na primeira partida por 2 a 1 e o empate sem gols deram mais um troféu para a prateleira do Morumbi, casa das duas partidas decisivas. Veja o gol de Lê com narração de Osmar Santos

7. A consagração do Terror do Morumbi

Em 1991, o campeão seria decidido novamente em Majestosos. E, mais uma vez, a primeira partida deu o caneco ao São Paulo, comandado já pelo mestre Telê Santana. Nessa oportunidade, Raí acabou com o Corinthians em uma atuação irretocável, marcando três golaços inesquecíveis, que garantiram o título tricolor, que viria após um 0 a 0 protocolar na segunda partida.

8. Os campeões mundiais voltam a São Paulo

O ano de 1992 dispensa apresentações. O São Paulo já havia sido campeão da Libertadores, mas ainda restavam duas decisões pela frente. O Mundial, contra o Barcelona, e o Paulista, contra o Palmeiras. A primeira partida da sequência de decisões foi o jogo de ida contra o rival paulistano, dia 5 de dezembro. Vitória por 4 a 2 com outro show de Raí no Morumbi.

No dia 13 de dezembro, o Terror do Morumbi ensinou ao Zubizarreta onde fica a “gaveta” e o tricolor conquistou o mundo pela primeira vez, em Tóquio. Mas na semana seguinte ainda restava garantir o caneco estadual e seguir a festa. E assim foi, 2 a 1 no Morumbi abarrotado com 110 mil pagantes, gols de Muller e Toninho Cerezo.

9. O Terror está em casa

As finais do Paulista de 1998 também não saem da memória do torcedor tricolor. Após derrota por 2 a 1 na primeira partida diante do Corinthians, Raí voltava ao São Paulo depois de cinco anos na França. E voltou para ajudar a equipe a reverter a situação e buscar mais um título. No Morumbi, o então camisa 23 marcou o primeiro gol. Os rivais empataram no início do segundo tempo, mas o artilheiro França guardou a bola na rede mais duas vezes e a conquista ficou com a equipe de Serginho, Dodô, Denílson e, ele, Rogério Ceni.

10. A vez do Mito

O Paulista de 2000 foi decidido entre São Paulo e Santos, também em duas partidas no Morumbi. O primeiro jogo deixou o tricolor em vantagem para a volta: 1 a 0, gol de França no primeiro minuto do certame. No segundo duelo, os praianos saíram em vantagem no primeiro tempo, mas logo Rogério Ceni entrou em cena. Em falta que considera uma das mais belas da carreira, o Mito empatou e recolocou o tricolor rumo ao título. Os alvinegros voltaram a ter vantagem na segunda etapa, mas Marcelinho Paraíba, também cobrando falta, deixou o placar em 2 a 2, que fez o São Paulo levantar mais uma taça.

(BÔNUS) 100 comentários

Não poderia ficar de fora desta lista o lance que provavelmente é um dos últimos grandes momentos vividos pelo torcedor são-paulino em Paulistas. O centésimo gol de Rogério Ceni, que, de quebra, encerrou um tabu contra os rivais de Itaquera que incomodava. Aqui, palavras não são necessárias, o lance fala por si só. Você, tricolor, gaste seis minutos da sua vida com este vídeo.

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