Não há como fugir da realidade do futebol brasileiro: vender

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São Paulo é assediado e deve vender jogadores no fim desta janela (Foto: reprodução Gazeta Esportiva)

Os últimos dias de janela internacional prometem movimentar o dia a dia do São Paulo. Segundo diversos meios de comunicação da imprensa internacional e brasileira, três jogadores formados nas categorias de base do clube estão com propostas reais na mesa. Mesmo que a primeira ideia seja manter os garotos, as contas apertadas e a saúde financeira complicada impedem que a maioria dos clubes do país deem-se ao luxo de ignorar quantias milionárias.

Infelizmente, sendo mercado periférico, o futebol brasileiro está fadado a ser vendedor. É muito difícil imaginar que essa realidade, histórica, mude. Mesmo que agora já haja, dentro do país, movimentações mais intensas de compra, quase que em sua integridade as negociações envolvendo clubes do nosso país são de venda. O São Paulo não é diferente. Precisa vender jogadores. E deve fazer isso.

Luiz Araujo, David Neres e Lyanco. Pelo que contam as informações, são esses os caras com possibilidade concreta de saída. Os números falados são interessantes para alguns e pouco interessantes para outros. De todos, o menos promissor é o atacante Luiz Araujo, que sempre esteve um degrau abaixo dos demais de sua geração, mas isso não o faz ser ruim.

David Neres é uma quase realidade, um titular iminente. Aliás, terminou a temporada passada nesta condição. De todos, o que mais pode evoluir, crescer e render valores maiores com alguns meses a mais de profissional. Lyanco, mais cotado a sair devido ao número excessivo de zagueiros do plantel, também conta com uma margem bem alta de evolução, algo que pode acontecer mais rapidamente na Itália, seu provável destino.

São dilemas mercadológicos misturados com histórias de vida. É muito dificil gerir um clube de futebol, ainda mais quando ele está saqueado por irresponsabilidades passadas. O São Paulo não pode ter vergonha de vender, e muito menos a torcida deve protestar quanto a isso. Essa é realidade. Sorte do clube do Morumbi que o trabalho feito em suas categorias de formação é bom e promove possibilidades de venda todos os anos. Muito pior seria sem isso. Vende, São Paulo. Vende e, por favor, o faça direito, como sempre. Não há como fugir desta realidade.

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