Ceni quer rodar time na final, mas diz: “É sempre um São Paulo x Corinthians”

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Rogério Ceni posa ao lado de Raí, embaixador do São Paulo no Torneio da Flórida (Foto: Marcelo Prado)

O São Paulo chegou a Orlando, palco da final do Torneio da Flórida, neste sábado, às 21h (horário de Brasília), contra o Corinthians, e Rogério Ceni deu entrevista ao lado do outro maior vencedor da história do clube: o ex-meia Raí, embaixador tricolor nos Estados Unidos.

Com mais elogios ao time, o técnico disse que poderá repetir a estratégia adotada na última quinta-feira, quando fez 13 substituições no empate sem gols diante do River Plate (ARG) – o São Paulo venceu por 8 a 7 nos pênaltis. Por outro lado, fez questão de ressaltar a tradição do clássico contra o rival paulista, que se classificou ao bater o Vasco por 4 a 1.

– Acho que será um bom teste para as duas equipes, mas é sempre um São Paulo x Corinthians. Mesmo fora do país, há toda a tradição envolvida nisso – disse o ex-goleiro, que não comentou a possibilidade de o volante Jucilei, do Shandong Luneng (CHN), reforçar seu elenco.

– Não tenho conhecimento exato de negociações. O momento não é de falar o que falta, temos que nos preocupar com o jogo de amanhã, e depois no restante da pré-temporada. Estou muito satisfeito com o grupo que tenho e com a forma como os jogadores entenderam e se dedicaram ao trabalho. Para mim é o que vale neste momento.

Veja a íntegra da entrevista de Ceni:

QUEM JOGA A FINAL?

– Pretendo conversar com todos eles para ver como se sentem. Tenho 23 jogadores de linha que podem jogar. Podemos fazer as trocas porque não temos condições, fisicamente, de jogar o tempo todo naquele rendimento do primeiro tempo. Como temos um grupo que foi treinado para que todos tenham condição de jogo, muito provavelmente vamos usar o maior número de jogadores durante a partida.

CORINTHIANS

– O Corinthians jogou num sistema muito parecido com o nosso. O Carille conhece como ninguém os jogadores, sua equipe, era auxiliar técnico. E se ele joga no sistema do Tite só podemos esperar coisas boas porque o Corinthians ganhou títulos e notoriedade com esse sistema. O Carille parece focado, explícito, claro na maneira de seu time jogar. O clássico fecha com chave de ouro essa competição. Não tem como deixar a história de lado.

DIA SEGUINTE À CLASSIFICAÇÃO

– Ainda não revi a partida. O pessoal está preparando o vídeo necessário para podemos assistir de novo. Teremos uma conversa com o departamento médico pelo tempo curto de recuperação. Hoje a maioria ficou na piscina, outros na academia. Hoje era inviável treinar com bola. As falhas que apresentamos terão de ser corrigidas verbalmente, já que não houve tempo para treinar.

Técnico Rogério Ceni, do São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Rogério Ceni aplaude os jogadores e a torcida do São Paulo após baterem o River (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)


IMPORTÂNCIA DO CLÁSSICO

– O importante é jogar bem, é sempre mais fácil explicar vitórias. No momento, o interessante é repetir o bom primeiro tempo que fizemos contra o River Plate. Será um clássico estadual, contra um time de tradição, que sempre joga de igual para igual. Toda partida tem de ser levada a sério. Tanto o nosso lado quanto o outro querem sair vitoriosos.

TRABALHOU MUITO NA FLÓRIDA?

– Esses dias foram feitos para mergulhar no futebol. Se você quer resultados, é necessária essa imersão, e a vinda para cá faz com que ela seja mais profunda porque você só pensa em futebol. Eu joguei tênis uma noite, durante uma hora e meia, de resto vivemos futebol, falamos de futebol, e acho que tem de ser assim se você quiser coisas bacanas para o futuro. É bastante recompensador, principalmente quando vê uma boa atuação do seu time.

PRÉ-TEMPORADA

– Era inesperado pegar dois times tão fortes nos dois primeiros jogos: o River Plate, que vem de seis títulos nos últimos anos, e o Corinthians, pela rivalidade. Mas fortalece. Podemos ter uma real noção da capacidade do elenco. Tenho tamanha confiança nos jogadores que mesmo com quatro vindo da base, um elenco 50% formado no clube, rodamos todo mundo contra o River. Só o Douglas não teve oportunidade de jogar. Isso mostra a confiança que tenho em cada atleta, e isso se desenvolveu aqui. É claro que alguns ainda não estão prontos para serem titulares, mas é necessária essa observação. Eu queria observar mais. Queria o David Neres aqui, o Lyanco, outros jovens valores. Mas com 33 jogadores você não tem como dar a mesma atenção a todo mundo, baixa a qualidade do treinamento e desagrada mais pessoas. Sou um técnico com pouca experiência de campo, é melhor trabalhar com número menor.

Por GloboEsporte.com

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