Definitivamente, Ceni é o que o São Paulo precisa

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Mito já ensaiando sua atuação como técnico: mais bem preparado do que se imagina

Na tarde desta quinta-feira, Rogério Ceni foi apresentado como novo técnico do São Paulo. Como já era de se esperar, sua aura de ídolo deu a tona, demonstrando que tudo está, portanto, voltando ao seu devido lugar.

Desde antes mesmo do anúncio de sua contratação, durante ainda a fase de especulações, muito se questionava sobre os riscos de sua contratação. E com toda razão, tendo em vista o fato de expor sua imagem imaculada de maior ídolo da história do clube e também sua condição de total inexperiência na função.

Mas me arrisco a dizer que vejo as coisas já darem certo antes mesmo de começarem. Digo isso diante de toda a filosofia que já vem sendo adotada, desde a escolha de auxiliares estrangeiros para a integrar a comissão técnica até o perfil de jogadores sondados para vestir o manto tricolor na próxima temporada.

Depois de tantos ano frustrantes, tudo que o São Paulo precisa é se reinventar, buscar inovar, o que sempre fez parte do DNA tricolor e tornou o clube do Morumbi bem sucedido como é. Trazer um profissional como Michael Beale é uma demonstração dessa busca por fazer diferente. O britânico já se notabilizou por escrever diversos livros abordando diferentes possibilidades táticas e tem vasta experiência em categorias de base em clubes ingleses, incluindo Chelsea e Liverpool. O que isso pode agregar ao Tricolor? Com uma ótima safra vinda de Cotia, é de suma importância ter profissionais já reconhecidos por trabalhos com jovens. Com o apoio de Beale, David Neres e companhia terão muito a evoluir e agregarão o conhecimento adquirido em Cotia, com profissionais brasileiros, aos métodos europeus, os colocando em vantagem em relação a jovens de outras equipes. Sem contar que, trabalhando dentro de uma nova filosofia, aumenta a possibilidade deles se tornarem mais “imunes” aos famosos desagregadores de elenco, algo que tanto incomodou a torcida são-paulina em 2016.

Em relação aos jogadores que chegarão, é visível a opção por jogadores com histórico mais comprometido, altamente profissionais e dedicados. Ao que parece, é o fim da era de jogadores de “chinelinho” e que assistem a própria barriga crescer enquanto tentam rebater as críticas vindas das arquibancadas. O trabalho realizado por Pintado nesse sentido visa também monitorar potenciais contrações a fim de evitar atletas que peçam para sair apenas dois meses depois de chegar por razões totalmente aleatórias, como aconteceu com Kieza neste ano. Ou seja, se não for para se comprometer com a causa são-paulina, então que nem venha.

Rogério Ceni pode não ter experiência prévia no cargo, mas não se enganem, ele não está se aventurando. Se preparou muito para este momento, desde muito antes de aposentar a camisa 01, aliás, e provou isso ao se dedicar ao longo de um ano a um completo estudo na Inglaterra e, mais ainda, agora, ao se cercar de gente que tem muito a engrandecer seu trabalho nessa nova função que exercerá no clube que tanto ama. E, perfeccionista como é, o Mito não irá se satisfazer com qualquer coisa. Por isso, torcedor tricolor, ouso lhe dizer: vem coisa muito boa por aí!

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