Wellington se prepara para “jogo da vida” e explica desanimo do elenco

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Motivação é palavra mais citada nos últimos dias dentro do São Paulo. É inegável que a falta de objetivos a dois jogos do fim do Campeonato Brasileiro e da temporada fez com que o ânimo da equipe caísse bruscamente. Mas, para Wellington o momento é outro. O volante treinou na equipe principal nesta quarta e pode voltar a entrar em campo como titular após um ano e dois meses. A última vez foi defendendo o Internacional, dia 27 de setembro, em duelo contra o Santos, no Beira-Rio. Com a camisa do São Paulo o jejum vem desde março de 2014. Neste Brasileirão, Wellington atuou menos de cinco minutos, quando entrou no fim do confronto com a Ponte Preta.

“Eu encaro como o jogo da minha vida. Tivemos um ano difícil. Eu na verdade não joguei, então, eu encaro esses dois jogos até com pensamento no ano que vem, para o próprio São Paulo ver que eu estou pronto para ficar em 2017, já que eu quero ficar. Então, encaro esse jogo como uma final”, avisou o atleta, que passou por uma punição por doping e uma cirurgia no joelho, antes de voltar a ficar à disposição.

Ainda não dá para cravar a escalação de Wellington contra o Atlético-MG, no domingo, em Belo Horizonte, mas o jogador fez questão de garantir que não se surpreendeu por ter sido escolhido por Ricardo Gomes.

“Com certeza esperava, venho trabalhando firme e forte, readquirindo ritmo de jogo em jogos-treinos, até mesmo em treinamentos. Me sinto preparado para a oportunidade. Claro que ainda está longe, não sei se essa será a opção do Ricardo Gomes, mas, se optar por mim, estou pronto e preparado”, disse.

Mas Welligton sabe que nem todo mundo compartilha do mesmo pensamento. Sem citar nomes e evitando entrar na polêmica sobre uma eventual falta de comprometimento e empenho de algumas peças do elenco, a cria das base tentou explicar a situação do grupo são-paulino nesse fim de ano.

“Os atletas que vão chegar ou ficar têm de saber que não pode se repetir (uma campanha como a de 2016). Nós, atletas, somos os maiores culpados. A diretoria traz jogadores e treinador, mas os principais culpados somos nós. Temos de ter consciência para nos aplicarmos mais e não repetir esse ano”, comentou, antes de entrar na parte mais delicada do tema.

“Quando chega no fim de temporada, acontecem coisas que são do futebol. Alguns não estão sendo relacionados, e faltando dois jogos, infelizmente já vai se preparando para 2017 não ficar. Não creio em dois grupos (dentro do elenco). Cada atleta pensa: ‘estou treinando’. Mas se colocarem pra jogar vai tirar o pé?”, questionou Wellington.

“Não acredito que um atleta treine todos dias pela oportunidade e não corra no jogo. Acredito que até tenha vontade de fazer, mas o próprio momento do atleta não é bom e acaba dando errado”, concluiu o volante.

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