Novo estatuto terá estudo sobre voto do sócio para presidente do São Paulo

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Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, fica na presidência até abril de 2017 (Foto: Marcelo Prado)

 

O novo estatuto do São Paulo chegou ao seu texto final com algumas mudanças baseadas nas 48 emendas apresentadas por associados do clube. A comissão de sistematização, responsável pela reforma do documento, incluiu a possibilidade de votação direta dos sócios para eleger o presidente.

O mandato presidencial passará a ter três anos sem direito à reeleição, e não mais quatro como proposto inicialmente. Participar do pleito é um pedido antigo dos associados.

Pelo novo documento, o novo presidente, a ser eleito em abril de 2017, terá até abril de 2018 para desenvolver um estudo que aponte prós e contras da possibilidade de tornar o voto dos associados e até mesmo de sócios-torcedores, hoje mais de 110 mil, válidos para escolher o mandatário.

Depois de 12 meses, o resultado desse estudo será enviado ao Conselho de Administração junto com um parecer do presidente a respeito do assunto. O Conselho Consultivo, o Deliberativo e os sócios, em uma assembleia geral, também serão consultados sobre eventual decisão de mudar o formato da eleição, hoje indireta e decidida pelos conselheiros.

O outro estudo a ser realizado também no prazo de um ano é sobre a viabilidade de separar o clube social do futebol, com orçamentos e administrações distintas, o que justificaria a mudança na forma de escolha dos dirigentes. Mesmo que essa possibilidade não seja confirmada, ainda haveria chance de tornar a eleição do clube direta por associados e sócios-torcedores.

Além disso, o novo estatuto pedirá aos cerca de 6 mil associados que informem qual é o seu time de futebol do coração. A resposta serviria como primeira base de dados para o Tricolor ter uma noção do número de são-paulinos dentro do seu quadro associativo. Isso porque há sócios que torcem por rivais, frequentam a sede social localizada no Morumbi e influenciam as decisões do futuro do clube.

Outras alterações, como a ampliação da participação dos associados na composição do Conselho, a possibilidade de votos em diferentes chapas, a profissionalização da diretoria-executiva, a criação de um Conselho de Administração e a implementação de regras para maior fiscalização das práticas de boa governança e rigor orçamentário, com responsabilidade patrimonial dos dirigentes, foram mantidas no texto final.

Ainda de acordo com o novo estatuto, o presidente poderá ser remunerado, a eleição passará de abril para dezembro, a partir de 2020, e o terceiro uniforme, sem nenhuma menção atualmente, poderá ser criado e usado em até dez jogos em um período de 12 meses.

Todas essas mudanças serão submetidas à votação do Conselho Deliberativo, em reunião extraordinária no dia 16, e depois dos associados, em uma assembleia geral, em dezembro. Se aprovadas, as novas regras do São Paulo passam a valer a partir do início do novo mandato de presidente, em abril de 2017.

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