Torcida precisa abraçar o time no clássico

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Por acordo entre os clubes, Pacaembu receberá clássico desta quinta

A semana reserva a disputa da 30ª rodada do Brasileirão, com direito ao tradicional clássico San-São, que será disputado no estádio municipal do Pacaembu. Não bastasse todas as dificuldades que tal jogo incluiria, ainda há um agravante: em caso de derrota, o Tricolor poderá entrar na zona de rebaixamento.

Sejamos francos: time por time, o Santos é muito superior, o que complica ainda mais a situação são-paulina. Por mais que o clube do Morumbi provavelmente tenha os retornos de Cueva e Mena, cedidos às seleções de Peru e Chile, respectivamente, a deficiência técnica da equipe é evidente, o que a coloca em posição de azarã contra qualquer equipe que esteja na parte de cima da tabela, exatamente o caso do clube da Baixada.

Diante disso, é fundamental para o São Paulo contar com seu único trunfo para quinta: o mando de campo.  Como tem ocorrido em todos os clássicos, teremos torcida única, o que significa que apenas são-paulinos estarão no Pacaembu. E tudo favorece para quem realmente deseja ir ao jogo: estádio em região centralizada, metrô “na porta”, horário razoável e ingressos a preços acessíveis. Nas partidas no Morumbi, muito se reclama (com razão) da difícil mobilidade, problema inexistente no estádio municipal. E com entradas a partir de R$10,00 (a inteira), não há desculpas para termos um bom público. É o momento de o torcedor tricolor, tão criticado por desaparecer das arquibancadas quando a situação não é favorável, mostrar mais uma vez seu potencial, comparecendo em bom número e apoiando o jogo inteiro.

Nos diversos jogos que fez no Pacaembu em 2016, os públicos do São Paulo foram pífios (a exceção da vitória por 1×0 sobre o Cesar Vellejo, pela Libertadores), mas em tempos que até time carioca consegue levar bastante gente ao estádio, não dá para esperar menos do que 25 mil pessoas. Esse é o caminho para o Tricolor ter chances de vencer o clássico. Caso não esteja com o time agora, o torcedor são-paulino não poderá reclamar do que vier depois.

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