Propostas para novo estatuto podem trazer avanço político

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Comissão nomeada por Leco aprovou propostas para novo estatuto (Foto: Marcello Zambrana/AGIF)

Dois meses depois de aprovada a proposta de reforma do estatuto do São Paulo, o clube recebeu o projeto que poderá se tornar o novo regulamento do tricolor. Ele trará novas políticas de gestão, mais “modernas” e espelhadas em modelos de clubes que tiveram alterações, enquanto o São Paulo deixava o estatuto obsoleto, em vigor desde 2003, reger as ordens internas.

Essas propostas de mudanças foram avaliadas por uma comissão liderada por Carlos Eduardo Ambiel, advogado especialista em direito esportivo. Segundo ele, um ponto positivo da comissão é ela ser multipartidária, não havendo assim vinculação partidária. Teoricamente, passo importante para o São Paulo afastar aqueles que estão dentro da política do clube por interesses particulares, e não para trabalhar pelo bem da instituição.

Embora seja apenas o começo, enfim o São Paulo, aparentemente, começa a caminhar na direção certa para afastar a crise interna que se instalou nas últimas gestões e está refletindo nos resultados do futebol com a seca de títulos e campanhas como no Campeonato Brasileiro desta temporada. As alterações, que devem ser consumadas até meados de dezembro, darão uma nova (e necessária) cara à política do clube.

Ao menos é o que esperamos. Esperamos que a reforma traga benefícios ao São Paulo Futebol Clube e não atenda a interesses políticos, de situação ou oposição. Para o clube se reestabelecer como um exemplo de administração, é necessário trabalhar em prol da agremiação. Com um bom ambiente no cenário interno, mais tranquilidade para que as atividades da gestão reflitam nos gramados e o São Paulo volte a ser o São Paulo que nós conhecemos.

Muito se perdeu nos últimos anos. Como disse Marco Aurélio Cunha, em entrevista ao Lance, “o São Paulo ficou impessoal, distante, arrogante”. Nas palavras dele, o São Paulo se desumanizou e precisa recuperar suas características para pegar novamente os “rumos das vitórias”.

A curto prazo, o São Paulo luta para evitar o maior vexame da história, que seria o rebaixamento para a séria B. Mas a longo prazo, a briga é para voltar a se impor como um dos maiores times de futebol do mundo. Estrada que pode começar a ser construída com essas novidades do estatuto. Os tempos não estão fáceis e nada aparenta estar a favor do SPFC, mas mudanças podem trazer novos tempos.

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