Michel Bastos volta a ser hostilizado, mas Carlinhos começa a reagir

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A invasão de torcedores do São Paulo ao CT da Barra Funda, em agosto, ainda não foi apagada da memória dos jogadores e da atual comissão técnica do São Paulo, apesar do tempo e da equipe, ao menos externamente, já não comentar sobre o assunto há algum tempo. Mas, nesta quarta ficou clara que a situação de Michel Bastos, um dos atletas agredidos naquela oportunidade, segue sendo a mais complicada.

Depois de mudar de ideia e optar por permanecer no clube em conversa com Marco Aurélio Cunha, o meia aos poucos foi voltando à rotina normal até ter a oportunidade de jogar uma partida inteira como titular, nesta quarta, contra o Sport. O problema é que o desempenho do camisa 7 mais uma vez não agradou e a torcida não perdoou.

Após o apito final e o empate por 1 a 1 em Recife, os torcedores são-paulinos que foram à Ilha do Retiro hostilizaram Michel Bastos com xingamentos, palavrões e músicas que pediam sua saída imediata do São Paulo. Ao se dirigir ao ônibus, Michel passou pelos jornalistas e se recusou a dar entrevistas. “Olha minha cara de quem quer falar com vocês”, comentou o experiente jogador.

Por outro lado, Carlinhos, que também foi agredido na invasão ao CT, pode dizer que foi um dos poucos atletas do Tricolor Paulista que saíram de campo com a sensação de dever cumprido. O time foi mal, mas Carlinhos foi bem. Escalado como meia, o jogador, finalizou cinco vezes a gol, acertou uma bola no travessão ainda no primeiro tempo e foi responsável por clarear muitas jogadas e criar situações de perigo ao adversário.

Contra o Juventude, Carlinhos também entrou e colocou fogo no jogo, apesar da eliminação da equipe na Copa do Brasil, o que lhe deu a vaga de titular no jogo seguinte, contra o Vitória, mas que acabou com nova derrota do São Paulo no Campeonato Brasileiro. A atuação de Carlinhos nesta quarta, porém, fez até com que Marco Aurélio Cunha traçasse um paralelo da situação vivida por Michel Bastos.

“Claro que só (as hostilidades) atrapalha. Olha a partida que o Carlinhos fez hoje. Foi muito bem, destaque do jogo. Temos de ter tolerância, compreender manifestações de torcida, mas ela não ajuda em nada”, falou o dirigente, se referindo às ofensas a Michel Bastos.

Outro alvo da ira das torcidas organizadas do São Paulo tanto naquela invasão quanto nas manifestações de arquibancada, Wesley pode estar servindo de exemplo a Carlinhos. O meia superou todas as cobranças e se tornou titular da equipe de Ricardo Gomes. Nesta quarta, não jogou por ter de cumprir suspensão, mas, contra o Santos, na próxima semana, estará à disposição novamente.

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