Jogo no Recife pode colocar Tricolor em dois mundos distintos

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No primeiro turno, São Paulo tropeçou em casa contra o Sport pela primeira vez na história

Todo o mundo civilizado do futebol está parado em virtude da data Fifa, mas nesse pedaço de terra em que o regulamento muda quando o torneio já está na reta final, a bola não para jamais. E a 29ª rodada do Brasileirão reserva para o São Paulo um duro desafio diante do Sport, em Pernambuco.

Como já é de praxe, o são-paulino tem mais a lamentar do que a vibrar. Cueva e Mena estão fora, Lugano deve descansar e, pior ainda, Michel Bastos tem grandes chances de começar jogando. Desse modo, o Tricolor deverá ir a campo com: Denis, Bruno, Rodrigo Caio, Maicon e Carlinhos; João Schmidt, Hudson, Michel e Jean Carlos; Kelvin e Chávez.

O resultado dessa partida, somado ao que acontecer no decorrer da rodada (que só terminará no final de semana), pode tanto colocar o São Paulo de vez na porta do inferno como pode lhe dar uma visão das nuvens, tudo isso graças ao G4 que virou G6. Hoje, o Tricolor se encontra a quatro pontos da zona de rebaixamento e a sete da zona de Libertadores. Em caso de vitória, a situação pode se inverter, colocando o São Paulo com sete de vantagem sobre o Z4 e a apenas quatro pontos do G6. Coisas do “organizado” futebol sul-americano…

De qualquer forma, tal qual disse Kelvin na coletiva desta segunda-feira, é preciso que o São Paulo tenha como foco sua real condição: de equipe que briga contra o rebaixamento, ainda mais porque uma eventual derrota pode deixar a equipe a apenas um ponto da degola (e entrar no Z4 faltando poucas rodadas para o fim seria o pior dos mundos). Pelos cálculos dos matemáticos, 45 pontos é o número a ser alcançado para permanecer na Série A. Desse modo, restariam mais dez para o Tricolor, um por rodada, exatamente o que fez até aqui no segundo turno (nove pontos em nove jogos). Confesso que chega a ser espantoso perceber que a manutenção de um aproveitamento medíocre de 33% já é suficiente para escapar da degola, mas é o fato.

Só para situar, os dez jogos restantes do São Paulo são: Sport (fora), Santos (casa), Fluminense (fora), Ponte Preta (casa), América-MG (fora), Corinthians (casa), Grêmio (casa), Chapecoense (fora), Atlético-MG (fora) e Santa Cruz (casa), sendo que dos cinco jogos em casa, dois (Santos e Santa Cruz) serão no Pacaembu, enquanto que o América ainda estuda vender o mando de campo da partida marcada para o Horto. De qualquer forma, quatro vitórias nesses dez jogos salvarão o Tricolor do maior vexame de sua história.

Retrospecto na Ilha:

Falar em retrospecto contra o Sport não significa muito, uma vez que o São Paulo mantinha 100% de aproveitamento diante do adversário em jogos em casa, mas não saiu do 0x0 no Morumbi no jogo do primeiro turno. Mas vale ressaltar que, ao menos historicamente, o Tricolor costuma se dar bem na Ilha do Retiro, onde não perde desde 2001. De lá pra cá, foram quatro jogos, com três vitórias são-paulinas (os duelos de 2014 e 2015 foram vencidos pelo rubro-negro, mas disputados na Arena Pernambuco). A última visita tricolor à casa do Leão aconteceu no returno de 2012, vitória por 4×2 com atuação de gala de Lucas Moura, autor de três gols naquela noite. Curiosamente, Gilberto, hoje no São Paulo, abriu o placar para o Sport, que contou também com outros velhos conhecidos do Morumbi: Cicinho e Hugo.

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