Fantasma da Série B nunca esteve tão próximo do Morumbi

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Fantasma da B tem rodeado o Morumbi (Foto: globoesporte.com)

Uma figura que sempre pareceu muito distante se aproximou do Morumbi nos últimos meses. Desconfiados, muitos são-paulinos perceberam a aproximação estranha da criatura e até brincaram com a possibilidade deste ser, terrível, ter vindo para ficar. No fundo, ninguém nunca acreditou mesmo que este dantesco personagem estivesse levando tão a sério a ideia de rodear o clube mais vencedor do país.

Tempo. Ê, tempo. O tempo, apesar de parecer em vários momentos ser o principal adversário do São Paulo, já que entramos em contagem regressiva de rodadas, não é o principal adversário do Tricolor na briga em que ele se enfiou nesse Campeonato Brasileiro. A maior briga do São Paulo é com a própria capacidade.

Como tenho sempre relatado aqui – e mantenho a opinião – não acho que o time são-paulino seja ruim. Acho, no entanto, que é sim muito fraco e muito mal pensado, organizado, treinado, mas ainda sim tem um nível maior comparado aos demais que brigam com ele na parte de baixo da tabela, exceção feita ao Cruzeiro, que para mim tem mais time e possui um treinador de alto nível.

O problema é que não ter um time ruim – ou não ter um time péssimo, se preferirem – não livra ninguém de ser rebaixado. Morrer abraçado com a ideia que não deveríamos estar na parte de baixo é morrer do mesmo jeito. Uma possível queda não será amenizada pelo fato de existirem outros times piores. Se os ruins fizerem mais pontos, os ruins permanecerão. Se São Paulo e Cruzeiro, os melhores entre os ruins, fizerem menos pontos, nenhum asterisco os salvará.

O São Paulo chegou em um momento da competição em que não há muito mais a ser fazer. Uma iminente derrota na segunda-feira pode gerar a saída de Ricardo Gomes que, confuso, coitado, pegou um barco a deriva e não conseguiu sequer aprimorar seu rumo. Faltou-lhe, além de melhores jogadores, capacidade para trabalhar com aquilo que existe no São Paulo. Sem boas ideias, com Ricardo Gomes ou Jardine, só a inteligência de jogar com a matemática de baixo do braço pode salvar o cube. Não existe mais margem para construir uma nova ideia de jogo. Todas as fichas foram a mesa e agora só sobrou um mínimo espaço para evitar o fracasso completo de um esboço de time que falhou pifiamente.

 

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Sérgio Ricardo Jr.
Jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e observador de esportes. Apenas acompanhar futebol nunca me foi suficiente, então decidi escrever e estudar sobre o jogo. Admiro a Premier League e o Chelsea, mas eu gosto mesmo é de respirar São Paulo Futebol Clube.

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