Como confiar no inofensivo ataque são-paulino?

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Kelvin e Chavez, titulares do São Paulo, não conseguem ajudar clube com gols em fase difícil (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)

A situação do São Paulo é mais complicada do que parece. Eu mesmo demorei a entender que, de fato, a briga do Tricolor neste ano é para obter pontuação necessária para se manter na Série A no ano que vem. No entanto, quando essa briga se torna realmente sua – como reconheceu Lugano ao final do jogo de sábado contra o Flamengo, dizendo que essa é a briga do São Paulo – alguns pontos passam a preocupar muito mais.

A mais evidente situação é a ineficiência do time na parte final do campo. A deficiência nas finalizações é o ponto mais preocupante do atual São Paulo que oficialmente briga para não cair. Até mesmo times mais frágeis – que também lutam para permanecer na Série A – possuem atacantes de qualidade minimamente aceitável, consequentemente superiores aos são-paulinos.

O Tricolor conta com Chavez e Gilberto, além dos homens de lado que passam longe de terem, no gol, uma característica de seu jogo – casos de Kelvin e Luiz Araujo -, somados ao peruano Cueva. Figueirense, Vitória, Cruzeiro, Internacional e até mesmo o Santa Cruz carregam, consigo, em seus elencos, homens-gol. Rafael Moura, Kieza/Marinho/Ze Love, Abila/Sobis, Nico Lopez/Vitinho/Sasha e Grafite/Keno.

Praticamente todos os times que brigam em baixo têm ataque superior ao São Paulo, que deixou se enganar pelo início surpreendente do argentino Chavez. A experiência de quem vê futebol já apontava para a qualidade duvidosa do atacante que chegou ao Morumbi. Bastaram alguns jogos para que a desconfiança se concretizasse. Chavez não pode ser a escora goleadora de nenhum clube brasileiro, principalmente sendo ele um time enorme como o São Paulo.

Sem dúvida, ter deixado o ataque de lado foi o maior erro entre os vários que cometeu a direção do clube. Não se pode abrir mão de Pato, Luis Fabiano, Alan Kardec, Kieza e Calleri para ficar com Chavez e Gilberto. Além de patético, tal decisão pode custar muito caro, pois se a defesa anda bem – como uma das melhores do campeonato – o ataque vai mal, bem mal. O São Paulo pode até não cair, mas sofrerá bastante para ganhar qualquer jogo onde haja uma dependência dos homens de frente.

 

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