A queda de Michel Bastos

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Michel Bastos, atuando com a camisa Tricolor (Foto: torcedores.com)

Em 2014, o São Paulo acertou a contratação do polivalente Michel Bastos. O jogador veio de graça e num momento que ninguém esperava a chegada de novos atletas. Foi a famosa oportunidade de mercado e que com certeza agradou muito Muricy Ramalho, técnico da equipe tricolor na época.

O tempo foi passando e Michel provava o seu valor dentro do clube. Inicialmente, ficou no banco de reservas, porque no time titular havia Kaká e Paulo Henrique Ganso, jogadores de Seleção Brasileira e que não sairiam do time titular. Mas como Kaká já não era mais um jovem, Michel Bastos praticamente entrava em todas as partidas e se destacava, sendo o famoso 12º jogador do treinador.

No inicio da temporada 2015, o time já não contava mais com Kaká,  que havia se transferido para o Orlando City. O camisa 7 então assumiu o posto de titular e não decepcionou. Com boas jogadas e gols, Michel era um dos destaques do elenco na taça Libertadores e Campeonato Paulista. O jogador, que era praticamente unanimidade na torcida, teve seu contrato renovado ainda no primeiro semestre, vinculo este prorrogado ate o fim de 2018. Era a manutenção por um longo período de um jogador decisivo.

Ainda no primeiro semestre de 2015, Michel teve dengue, e essa parece nunca mais ter passado. Alem disso, o jogador mostrou algumas atitudes nada profissionais, que nao condizem com a postura de um atleta. Mandou por mais de uma vez a torcida ficar quieta e criticou os tecnicos Juan Carlos Osorio e Edgardo Bauza apos os mesmos terem deixado o clube. Mas, o que é mais agravante, é a postura do jogador dentro de campo. Nao consegue criar jogadas no meio campo, nao executa dribles e tabelas quando joga na ponta, e na lateral, sua posicao de origem, nem sequer é cogitado, por explanar publicamente mais de uma vez a sua insatisfacao em jogar na defesa.

Se existisse a oportunidade de voltar no tempo, gostaria que a prorrogação do contrato desse jogador não tivesse acontecido. A camisa 7, que recentemente foi usada e honrada por Jorge Wagner e Lucas, está entregue a um jogador que não tem condições de vestir o manto sagrado. Resta agora torcer para que a diretoria tome as providencias, tirando do elenco jogadores como esse, e trazendo atletas com vontade de colocar o clube do Morumbi no caminho certo.

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