São Paulo se recusa a dar ano como encerrado e pensa “jogo a jogo”

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Assim que se encerrar a temporada, o São Paulo fechará uma sequência de oito anos com apenas um título no cartel, o da Copa Sul-americana, em 2012, que às vezes parece até um pouco esquecida pelos próprios torcedores. A eliminação na Copa do Brasil nesta quinta e a situação de meio de tabela do time no Campeonato Brasileiro trouxe a sensação de que o ano são-paulino acabou em setembro. Mesmo assim, Ricardo Gomes se mostrou relutando a falar em planejamento para 2017.

“Temos um jogo importantíssimo no próximo domingo. Estamos pensado no Brasileiro. Não vamos pensar no planejamento de 2017, não. Tem um campeonato, que é muito equilibrado e difícil, pela frente. Tem várias pessoas no São Paulo para fazer isso (planejar 2017). Esse ano acho que podemos evoluir ainda mais”, garante o técnico, antes de explicar como evitar o pensamento na próxima temporada.

“É jogo a jogo. Não dá para fazer planos. Eu não faço nem para 2017, como vou fazer para o campeonato. O próximo jogo é o mais importante”, disse, tentando recuperar o foco para o confronto com o Vitória, neste domingo. “Isso acontece desde que você mantenha essa qualidade de jogo, principalmente a do segundo tempo (desta quinta), contra o Vitória. Tem que dar sequência. Evoluiu, mas a cada jogo temos de provar”.

Dentro do elenco, a situação ainda está dividida. Hudson, por exemplo, não tem receio nenhum em dizer que a missão do São Paulo agora é atingir a pontuação que o livre de vez da possibilidade de ser rebaixado à Série B no Campeonato Brasileiro. Prestes a se iniciar a 27ª rodada, o Tricolor é 12º na tabela, com 34 pontos, apenas seis a frente do Z4.

“É isso. Temos de fazer essas quatro vitórias que nos deixa longe dessa zona. O primeiro objetivo é esse”, comentou o volante são-paulino já ciente da necessidade do time somar 12 pontos.

Por outro lado, há quem acredite em objetivos maiores. Sempre um dos mais otimistas do grupo, Rodrigo Caio ainda guarda esperança de que o São Paulo possa chegar ao fim do ano ao menos lutando para ficar com uma vaga no G4. Atualmente a diferença é de 11 pontos, com oito clubes acima.

“O campeonato Brasileiro está muito embolado, tanto na parte da frente como na parte de trás. Hoje, infelizmente, estamos atrás, mas com a condição de dar um pulo com dois ou três jogos em que teremos confrontos diretos. Ou a gente vai ficar brigando pelo rebaixamento ou vamos brigar por algo a mais. Cada um tem que refletir, cada um tem que dar um pouco a mais para ajudar o São Paulo”, discursou o zagueiro.

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