Conmebol obriga clubes a ter equipe feminina para jogar a Libertadores

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O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, quer reformular a Libertadores nos próximos anos (Foto: Norberto Duarte/AFP)

A Conmebol arranjou uma forma própria de incentivar a prática do futebol feminino na América do Sul: todos os clubes que quiserem participar da edição masculina da Copa Libertadores da América terão de manter ou se associar a quem mantenha uma equipe de mulheres a partir da edição de 2019, de acordo com regulamento publicado no site da entidade.

De acordo com o item D.04, que diz respeito a critérios desportivos, os clubes precisarão manter um elenco profissional de futebol feminino em atividade, disputando competições oficiais. Além disso, também deverão manter ao menos uma categoria de atletas amadoras, com menos de 18 anos, dando às garotas a infra-estrutura com campo para jogos e treinamento.

A medida visa a impulsionar a modalidade feminina no continente e faz parte de um conjunto de ações que aumentou o número de clubes na Libertadores e promoverá algumas outras mudanças na forma de disputa do torneio. A previsão é que todo o projeto de reformulação do principal torneio de clubes da América do Sul esteja completo até 2020.

Tomando como base o Campeonato Brasileiro de futebol feminino, apenas cinco times da Série A (América-MG, Corinthians, Flamengo, Santos e Vitória) teriam condições de jogar a Libertadores atualmente. O tempo de três anos para a imposição da obrigatoriedade serve exatamente para que os times tenham tempo de criar uma equipe ou formar parcerias com quem já está estabelecido na modalidade.

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