A Libertadores e seus assassinos

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A beleza da Libertadores está ameaçada (Foto: Reprodução/Trivela)
A beleza da Libertadores está ameaçada (Foto: Reprodução/Trivela)

Nesta terça-feira (27), a Conmebol anunciou que fará mudanças na estrutura de disputa da Copa Libertadores da América. As mudanças já passariam a valer na edição de 2017 da competição, que passaria a ser disputada de fevereiro a novembro, durante 47 semanas. Até aí tudo bem, não é possível reclamar de Libertadores durante o ano inteiro. Mas, nas outras medidas, os engravatados da confederação da América do Sul esqueceram que estamos neste continente, e não na Europa.

Outras mudanças que devem ser aprovadas são final em jogo único, como é feito no “velho continente”, e maior número de participantes, que seriam acrescentado por convite. Isso beira o absurdo. Se trata de uma aberração e dá tristeza de pensar que isso está sendo feito com a maior competição do continente.

Adotar final em uma partida é simplesmente esquecer as diferenças de um continente para o outro. Esquecer que a Europa praticamente inteira cabe dentro do Brasil e que não há transporte acessível para torcedores poderem fazer viagens para acompanhar a decisão em um país vizinho. Não existe estrutura, muito menos segurança, se até na Europa acontecem problemas quando duas torcidas se deslocam para uma cidade neutra.

É a definitiva exclusão do torcedor da Libertadores. Hoje, já se cobram preços absurdos para as partidas finais. Se a decisão se tornar um “evento”, será ainda menos popular.

Se tratarmos de times convidados na Libertadores, o ridículo é ainda mais desgostoso. Em que querem transformar a competição, afinal? Tentam melhorar chamando times que não se classificaram na bola para jogar? Não consigo pensar em algum motivo para ser aprovado essa ideia que não seja para atender os interesses dos gananciosos que estão matando o NOSSO futebol.

Se existem donos no futebol, eles são o POVO. Os engravatados que estão usando a paixão da gente para encherem seus bolsos está matando o futebol, de maneira lenta e dolorosa para todos os seus amantes. A América do Sul não é lugar de estádios que mais se parecem com shoppings. Não acabem de uma vez por todas com a conexão que a Libertadores possui com a identidade e a cultura do povo latino-americano, tão marcante e que transforma essa competição na maior que existe neste planeta.

Mais valorização ao papel picado e as bobinas arremessadas ao campo e menos ao papel nos cofres sujos desses mercenários que estão transformando o futebol em um circo, em que nós, torcedores, somos os palhaços.

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