Um 2016 com cara de 2013

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Chavez fica desolado após erro na finalização de lance (Foto: Robson Ventura/Folhapress)
Chavez fica desolado após erro na finalização de lance (Foto: Robson Ventura/Folhapress)

Quando o ano começou, eu estava realmente esperançoso em ver um São Paulo diferente dos últimos anos, devido a chegada de alguns bons jogadores, do técnico Edgardo Bauza e principalmente do ídolo Diego Lugano.

Com o passar dos jogos, vimos um São Paulo apresentando um futebol muito ruim, penando para passar na primeira fase da Libertadores, fase de grupos e também na primeira fase do campeonato paulista. Mesmo com tantas adversidades, conseguimos a classificação de forma heroica no torneio internacional, e a eliminação nas quartas de final para o pequeno Audax foi praticamente ignorada. Pior ainda, a goleada de 4 a 1 foi considerada normal para o elenco e diretoria, o que realmente assustou, visto a diferença entre a grandeza das duas equipes.

Mesmo praticamente se arrastando ao longo do ano, conseguimos passar por Toluca e Atlético Mineiro com um bom futebol, caindo somente nas semi finais para o poderoso Atlético Nacional. Depois da eliminação, pensei: agora vamos motivados para o Brasileirão. Não, não foi assim que aconteceu, e as lembranças de 2013 são tão semelhantes, que parece que voltei no tempo. Eliminação no Campeonato Paulista em casa para a Penapolense, eliminação na Copa Libertadores, só que nas oitavas de final, e um Campeonato Brasileiro horroroso, brigando com unhas e dentes para permanecer na primeira divisão.

A diferença principal entre 2013 e 2016 é a ordem dos fatos no Campeonato Brasileiro, e isso assusta. Começamos o Brasileirão daquele ano muito mal, virando o turno na zona de rebaixamento. Porém, no segundo turno a equipe teve uma melhora significativa e saiu da parte de baixo da tabela, terminando em décimo lugar. Esse ano, começamos a competição nacional relativamente bem, mas agora, já com o segundo turno iniciado, a equipe apresenta uma queda brusca de rendimento, estando a quatro pontos da zona de rebaixamento. Acreditar que Ricardo Gomes seja Muricy Ramalho é um sonho distante, visto a diferença entre o estilo de comando dos dois treinadores. O ex treinador do Botafogo está mais para Paulo Autori. Diego Lugano, que poderia fazer o papel de líder que Rogério Ceni desempenhava, parece não ter o mesmo respeito dentro do atual elenco.

A luz no fim do túnel parece ser o torcedor. As arquibancadas do Morumbi tem que estar lotadas nos próximos jogos, com apoio incondicional a instituição São Paulo Futebol Clube. Aos jogadores e diretoria, fica o pedido de levarem essa situação bastante a sério, pois o risco de queda é real.

Que a única semelhança de 2016 com 2013 seja, ao final da competição, a manutenção na elite do futebol Brasileiro.

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