Estudioso, interino do São Paulo treina até com bola de futebol americano

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André Jardine, técnico da equipe sub-20 do São Paulo, e interino do time principal tricolor na partida contra o Santa Cruz neste domingo (7), às 16h15, em Recife, tem fama de estudioso.

Porto alegrense de apenas 36 anos de idade, Jardine bem quisto no clube tricolor, após conquistar, em menos de dois anos, quatro títulos com os garotos da base do clube do Morumbi, entre eles a Copa do Brasil, em 2015, e a Libertadores sub-20, neste ano.

Formado em educação física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o treinador chegou ao Internacional para treinar as categorias de base do clube com apenas 23 anos. Em 2013 foi para o rival Grêmio e, no início de 2015, foi contratado pelo So Paulo.

Responsável por levar Jardine para o Grêmio e depois para o São Paulo, Júnior Chávare, atual executivo interino da base gremista diz que o diferencial do treinador , além da gana de vitórias – são 33 títulos, desde 2003-, seu interesse em estar sempre por dentro do que há de mais novo no futebol.

“Ele trabalha muito, um estudioso, um cara que se atualiza. A parte de treino dele muito é boa, diferenciada”, conta Chávare.

Luiz Cunha, ex-diretor da base do São Paulo concorda com a avaliação de Chávare.

“Na Copa Libertadores sub-20, ficamos 20 dias conversando diariamente, e quando ele se retirava dizia que ia estudar. Ele é muito didático e procura muita literatura e atualização sobre o que está sendo feito nos lugares mais desenvolvidos para estar sempre ‘up-to-date’. Essa característica é marcante no André”, lembra Cunha.

MODERNIDADE

Segundo o ex-diretor, os treinos de Jardine são “muito modernos”. ” É um treinador que gosta de futebol bem jogado ofensivamente, mas que cuida muito bem da defesa”, afirma. “Taticamente, ele treina muito bem as equipes. O sub-20 do São Paulo você vê jogar nos moldes das equipes europeias”, completa.

Rubens Chiri/saopaulofc.net/Divulgao
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André Jardine durante jogo do time sub-20, no Morumbi, no Campeonato Brasileiro da categoria

Chávare também lembra dos treinos inovadores de Jardine. O executivo gremista lembra das atividades que o treinador fez na equipe do São Paulo para superar a dificuldade que o time tinha em manter a posse de bola.

“Ele adaptou os treinos com bola de [futebol de] salão no campo, para que o jogador conseguisse ter esse trabalho, sabe ficar um pouco mais com ela, ter o passe um pouco mais forte. Ele adapta: já trabalhou com bola de futebol de salão, com bola de futebol americano, coisas desse tipo”, conta.

“O treino com a bola de futebol americano para trabalhar mais a questão do domínio”, explica.

Sobre a possibilidade do treinador seguir no comando do So Paulo, Chávare preferiu não comentar. Cunha afirmou, no entanto, que, com o São Paulo em outra situação, “entregaria o time a Jardine de olhos fechados”.

“O problema é que ele está pegando um time em crise no meio de uma competição, e um time judiado por vários outros treinadores que trabalharam pouco tempo cada. Então uma situação muito difícil para alguém que está iniciando em um time profissional, em um time com a camisa do peso do São Paulo”.

Ainda assim, Cunha afirma que a diretoria do clube acertou ao escolhê-lo como técnico interino.

“Como uma interinidade, vejo que a decisão da diretoria foi muito acertada”.

 

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