Uma torcida órfã de um argentino

0
1409
Calleri comemorando gol contra o Botafogo, pelo Campeonato Paulista (Foto: www.ochute.com.br)

Quando foi anunciada a contratação de Jonathan Calleri pelo São Paulo, em janeiro deste ano, por apenas seis meses, muitos se perguntaram se realmente valia a pena trazer um atleta por um tempo tão curto. A principal dúvida do torcedor tricolor era se o jogador iria se doar completamente em campo, visto que já estava praticamente encaminhada sua ida para o futebol europeu, que só não ocorreu no início do ano porque ele não tinha visto para o velho continente.

A temporada iniciou, e logo na sua estreia, Calleri fez um lindo gol de cobertura, garantindo o empate para o São Paulo. Na sequência, a equipe Tricolor jogou contra o Água Santa pelo Campeonato Paulista, e o atacante não passou em branco, marcando dois gols de cabeça. Porém, depois de um início avassalador, houve um período de seca de gols. Jony ficou 11 jogos sem marcar um gol sequer, desperdiçando inclusive uma cobrança de pênalti contra o São Bernardo. Nesse intervalo, as críticas foram pesadas. Chamaram o centroavante de “caneleiro”, falaram que a bola batia e voltava. Era um momento muito ruim de todo o time e, principalmente, do artilheiro tricolor.

Depois dessa fase ruim, veio a redenção. Contra o Botafogo de Ribeirão Preto, anotou o gol da vitória no final da partida, se esticando todo e se jogando na bola, que encobriu o goleiro adversário. Nos jogos seguintes, pelo Campeonato Paulista, Taça Libertadores e, um pouco mais adiante, no Campeonato Brasileiro, Calleri continuou marcando muitos gols, que credenciaram o jogador como artilheiro máximo do São Paulo no ano.

A passagem do argentino pelo Morumbi, foi excelente e também bastante intensa.  Além dos muitos gols, o número de cartões amarelos e vermelhos também foi grande. Mas isso não foi um problema , pelo contrário. A raça argentina presente no atleta empolgava a torcida, que ficava triste apenas por saber que no próximo jogo não teria o seu grande artilheiro infernizando as defesas adversárias.

Sentiremos muita falta de Calleri. Jamais esqueceremos dos gols importantes e das divididas com muita vontade. A canção “Oh oh, toca no Calleri que é gol” não será mais ecoada a plenos pulmões nas arquibancadas, mas estará eternamente dentro da memória e do coração do torcedor São Paulino. Que a passagem do jogador pela Europa seja maravilhosa, e que um dia possa retornar ao Soberano para conquistar títulos e se consagrar como eterno ídolo tricolor.

Hasta Luego, Jony!

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA