Se sair, Bauza pode deixar “legado” semelhante ao de Gareca no Palmeiras

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(Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Situação que São Paulo pode viver com Bauza é parecida com a vivida pelo rival em 2014, com Ricardo Gareca (Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press)
À espera de uma resposta da Associação Argentina de Futebol (AFA) para saber se treinará ou não a seleção de seu país, o técnico Edgardo Bauza pode deixar alguns jogadores estrangeiros como “herança” no São Paulo, situação semelhante à que o rival Palmeiras viveu em 2014, quando o também argentino Ricardo Gareca deixou o clube após 13 jogos.No caso do são-paulino, foram quatro contratações de “gringos” desde a sua chegada ao Morumbi, no início do ano: os atacantes Calleri e Andrés Cháves, o meia Cristian Cueva e o lateral Julio Buffarini, que já acertou com o clube, mas ainda espera pelo aval da Fifa para concluir a transferência.

Na situação vivida pelo Palmeiras, também houve quatro estrangeiros que chegaram a pedido de Ricardo Gareca, contratado pelo Verdão durante a pausa para a Copa do Mundo de 2014: o zagueiro Tobio, o meia Allione e os atacantes Mouche e Cristaldo. Dois anos depois, Allione é o único remanescente no elenco alviverde, mas o clube ainda tem os direitos federativos de Mouche e Tobio – o primeiro, emprestado ao Estrela Vermelha da Sérvia; o segundo, à espera de uma proposta para deixar a equipe.
No entanto, existem diferenças. Afinal, um dos pedidos de Bauza, Calleri foi o principal jogador de ataque do São Paulo na primeira metade do ano, levando a equipe à semifinal da Copa Libertadores e alcançando um sucesso e identificação que nenhum dos argentinos palmeirenses conquistaram em dois anos.
Cristaldo, que chamou a atenção mais pelo carisma fora de campo que pela habilidade dentro das quatro linhas, foi o que mais caiu nas graças da torcida, e mesmo assim ficou longe de empolgar o palmeirense. O argentino, que nunca se firmou como titular, foi o primeiro dos “gringos de Gareca” que o Palmeiras abriu mão, no início de julho, vendendo-o para o Cruz Azul, do México.
No São Paulo, com a saída de Calleri, restam três estrangeiros que ficarão de “legado” caso Bauza assuma a seleção argentina. Cueva chegou durante a janela do meio do ano e já assumiu a titularidade com boas atuações. Chávez, ex-Boca, também deve chegar para ser titular no ataque. Por fim, se resolver o imbróglio que ainda impede o Tricolor de anuncia-lo, Buffarini chega com status de solução para a lateral direita, já que é sondado há tempos pelo Tricolor.

Fonte Gazeta Press

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