São Paulo tem dois dias para evitar o caos

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Ganso e Kardec, além de Calleri, deram adeus ao São Paulo na última semana (Foto: Marcos Ribolli)

Dois dias. Para muitas coisas na vida, tempo o suficiente. Para outras, como remontar um time de futebol, talvez seja muito pouco. A janela de transferências internacionais para o Brasil fecha na terça-feira, o que significa um limite de pouco mais de 48 horas a partir da produção deste texto para a direção Tricolor concretizar as negociações em andamento e fechar com, no mínimo, mais dois jogadores de bom nível.

Se penso que conseguirá? Não. Pouca duvida tenho quanto a contratação de um centroavante mais confiável do que Gilberto, no entanto, vejo com pouca confiança a chegada de outros nomes para setores que também estão carentes. O São Paulo deve sim trazer um substituto para Calleri, mas nem só de Calleri vivíamos.

Cueva, na minha visão, deve mesmo ser o nome para dominar a posição de Ganso no time. O São Paulo, na verdade, reganha um problema que já tinha. Antes de Cueva, Bauza sofria para substituir ou alternar o jogo quando não tinha Ganso. Agora, sem Cueva, Páton seguirá não tendo mais ninguém. Exceto se, nesses dois dias, trouxerem novidades ao argentino.

Outra faixa do campo que precisa e muito de reforço é a defesa. Entendo que é possível seguir com os laterais atuais, mas inegavelmente é necessário que se traga mais um zagueiro para o plantel. Por gosto pessoal, iria buscar um goleiro, mas trazendo para a realidade, sabemos que não é algo que esteja em discussão.

O São Paulo recebeu uma injeção de grana muito interessante nos últimos dias. É óbvio que raciocinar que todo esse dinheiro já esteja em mãos é ingenuidade, pois nem sempre é tudo pago a vista. Aliás, nunca. O Tricolor, ao vender Ganso e Kardec, ganha liberdade projetiva de dinheiro e o conforto de poder assinar contratos sabendo que existe fundo para cobrir aquilo. Resta saber se, em dois dias, os diretores conseguirão evitar o caos que será o semestre se o time, desmontado, não for reconstruído. Se fosse diretor, nem dormiria. Uma noite de sono pode ser fatal.

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