São Paulo precisa ser time para chegar à decisão

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Bastos decide jogo contra o Atlético-MG (Foto: Sportv)

O São Paulo claramente precisaria e muito de Ganso e Kelvin para vencer o Atlético Nacional na quarta-feira. Não só precisaria como ainda precisa. Contudo, a possibilidade de ter os dois jogadores em campo inexiste. Sorte que o Tricolor chegou até este momento do torneio como time.

Seria louco se dissesse que a individualidade de Rogério, Calleri, Ganso e Maicon, em diferentes momentos da Libertadores 2016, não foram decisivas para manter o São Paulo vivo, pois foram. No entanto, nada teriam resolvido caso a equipe de Bauza não estivesse jogando como time, principalmente em jogos quando na manga da camisa existe um patch da competição internacional que o são-paulino mais gosta. O Tricolor não avançou, avançou e avançou somente pelo talento individual. Existiu trabalho conjunto.

Estamos em julho, metade da temporada, momento onde podemos sim concluir diversas visões sobre qualquer time de futebol brasileiro. O São Paulo de Bauza é um time reativo, que sente os jogos e que precisa ser pilhado sempre que possível para dar importância ao mesmo. Raramente esta é uma característica boa, principalmente quando o time tem a necessidade de ser protagonista. Entretanto, nesse momento da temporada, ser um time reativo, dentro e fora de campo, é tudo que o São Paulo precisa.

Com Ganso ou sem Ganso, com Kelvin ou sem Kelvin, o Morumbi receberia mais de 60 mil pessoas para a partida de ida das semifinal da Libertadores. Com Mena, sem Mena, com Hudson ou sem Hudson, os torcedores iriam gritar, cantar e apoiar o São Paulo. Talvez o otimismo fosse diferente, a certeza da vitória fosse maior. Porém, isso pouco importa quando a bola rola. Isso pouco importa quando a necessidade é manter-se vivo, não mais encantar.

Bauza discutiria comigo após a minha última afirmação. Diria que encantar nunca seria uma necessidade do São Paulo, diria que o que interessa é a vitória. Não tiraria a sua razão, mas apenas vencer jamais será suficiente para o São Paulo. Jamais, jamais… exceto nas próximas semanas. Nelas e, por enquanto, somente nelas, vencer e sobreviver é a única meta são-paulina.

Para vencer, para sobreviver, chegar vivo e manter-se vivo, só jogando como time. Como time, unidade, coletividade, o São Paulo chegou a essa fase da Libertadores. E sem dois dos jogadores mais decisivos do elenco, só como time chegará à decisão. E jogar de forma coesa independe de nomes. Ser time é um estado de espírito. Eu acredito no São Paulo. Acredito ainda mais porque já fui tolo, um dia, de duvidar de sua capacidade.

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