O São Paulo precisa ser repensado pelo treinador

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Já passou da hora do treinador do São Paulo repensar sua ideia de jogo (Foto: Friedemann Vogel/Getty Images)

Primeiro, fica até muito difícil para mim citar qualquer coisa envolvendo Edgardo Bauza. Já tem começado a irritar a falta de definição em relação a permanência do treinador no São Paulo. Até por essas questões, cito que o São Paulo precisa ser repensado, para o segundo semestre, por alguém que ocupe a missão de treinar o time. Seja essa figura Bauza ou qualquer outro.

A convicção que eu tenho sobre a necessidade de se repensar a ideia de jogo do time é por mim tida diante da perda de jogadores que fundamentavam o funcionamento da equipe nos primeiros seis meses do ano. Perder Ganso e Calleri não é algo simples, principalmente a figura do meia que foi ao Sevilla. O Tricolor não pode dar sequência no trabalho que estava sendo feito. Não pode, pois não é possível substituir as peças e tocar o barco indo na mesma direção. Essa possibilidade, hoje tentada, nasceu morta.

Acontece que, hoje, o atual treinador do São Paulo segue pensando o time como se ainda tivesse em mãos os mesmos jogadores que possuía um mês atrás. Não tem. E não tem, além dos jogadores em si, as suas características. Houve reposição, todavia. Podemos e devemos questionar a qualidade das peças que chegaram ao São Paulo na janela, mas devemos, principalmente, cobrar a adaptação do técnico para uma nova realidade. Bauza não tem sabido repensar seu time com as atuais peças.

Bauza não tem culpa de ter perdido jogadores, devemos concordar. Se fossemos perguntá-lo se queria perder as peças que perdeu, ele responderia que não. Contudo, nem sempre podemos trabalhar com quem gostaríamos. Nem por isso, no entanto, deixamos de trabalhar. Seja quem for treinar o São Paulo daqui pra frente, precisará repensar o jeitão do time jogar. As prioridades, as movimentações, as escolhas indutivas. Não dá pra ter jogadores como Hudson no meio de campo sem função. Não dá pra esperar que toda as vitórias venham por meio da bola parada. Não dá pra apostar cegamente nos cruzamentos como proposta ofensiva. Nessa pegada, é bom que o Tricolor comece a pensar na meta de permanecer na Série A. O São Paulo vai sofrer. Resta saber se sofrerá tentando adquirir uma nova identidade futebolística ou tentando, burramente, dar sobrevida a uma ideia que está enterrada.

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