O misterioso jogador Daniel

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Daniel, no centro de treinamento da Barra Funda (Foto: saopaulofc.net)

No próximo domingo, o São Paulo tem mais um desafio pelo Campeonato Brasileiro. O Tricolor vem de vitória em casa diante do Fluminense e encara a Ponte Preta, que vem de goleada diante do Santa Cruz. Para esse duelo, Edgardo Bauza deve escalar um time todo reserva, visando poupar jogadores para o confronto de quarta-feira pela Libertadores. Ao que tudo indica, devemos ir a campo com Denis, Caramelo, Lugano, Lucão, Matheus Reis, Wesley, Artur e Ytalo, Luiz Araujo, Centurion e Alan Kardec. O que muitos torcedores se perguntam, assim como faziam com o atacante Rogério, é: por que o meia-atacante Daniel não joga?

Assim como Rogério, o “Neymar do Nordeste”, Daniel não tem chances com o técnico argentino, seja no time titular ou no time reserva. Contratado no início do ano passado, após fazer um belo Campeonato Brasileiro pelo Botafogo, Daniel quase foi jogador do Palmeiras. O time alviverde chegou a contratar o atleta, mas, ao ver que ele possuía uma lesão no joelho nos exames médicos, desistiu da contratação. O São Paulo, que possui um centro de recuperação de atletas (Reffis) muito competente, viu que o jogador tinha potencial e investiu em sua chegada ao Morumbi. Após um longo período se recuperando, Daniel retornou, e, aos poucos, foi entrando em algumas partidas com o técnico colombiano Juan Carlos Osorio. Porém, as chances não foram muitas, e foram reduzidas ainda mais com os posteriores técnicos Doriva e Milton Cruz.

A expectativa da torcida tricolor era que, com a chegada de Bauza, o jogador pudesse mostrar seu futebol. Mas isso não ocorreu. Lesões musculares e até uma caxumba atrapalharam muito o atleta. Entretanto, mesmo após a recuperação, as chances não vieram. O jogador continuou sendo preterido pelo técnico, que optava por Lucas Fernandes e até por improvisar o centro avante Ytalo na posição. Farto de esperar uma oportunidade, o jogador pediu para ser emprestado, despertando interesse do América Mineiro. Porém, o técnico Bauza barrou a negociação, dizendo que Daniel era útil ao elenco. Mas partidas vão ocorrendo e o campeonato passando, e não conseguimos avaliar se o jogador tem ou não qualidade.

O Daniel que vimos em 2014 conseguiria perfeitamente ser o reserva imediato de Paulo Henrique Ganso, que está lesionado. O Daniel de hoje é uma incógnita, uma dúvida. Não sabemos se tem ou não capacidade de jogar pelo Soberano. Fica a expectativa de que o jogador tenha mais chances para mostrar o seu valor. Depender somente do nosso camisa 10 sempre foi muito arriscado, e agora pagamos por isso. Não ter o nosso principal armador é péssimo, mas muito ruim é também saber que temos um jogador no elenco que faz exatamente essa função, mas que não tem chances de mostrar seu valor.

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