Há vida sem Edgardo Bauza

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Bauza pode deixar São Paulo (Foto: Getty)

A última semana foi da satisfação de um clássico digno em Itaquera para a apreensão de uma possível saída do treinador Edgardo Bauza no São Paulo. Como outros amigos de site já falaram, Bauza é apontado pela própria Federação Argentina de Futebol como um dos nomes favoritos ao cargo de técnico da Seleção Argentina.

O São Paulo espera. O planejamento nunca foi ter Bauza por muitos anos, e isso já é algo sabido nos bastidores, exposto diversas vezes por jornalistas influentes como PVC e Birner. Gustavo Vieira tem, claramente, um plano para o São Paulo. Não monta o time para seis meses, monta para alguns anos. Pensa que assim é possível planejar um time vencedor e protagonista, tudo que o São Paulo jamais será sob comando do atual técnico. Bauza foi uma escolha para ser o início desse plano, para dar a um time sem alma e com veia protagonista um caráter vencedor e brigador.

Conseguiu. Se realmente sair do São Paulo nos próximos dias, Bauza deixa um legado maior do que deixara Osorio. Apesar do colombiano ser, para mim, um técnico melhor e com ideias que se aproximam mais das minhas, inegavelmente Paton construiu coisas melhores no clube do Morumbi.

Entendo que Edgardo não terminou completamente seu projeto no São Paulo, mas também não tenho tanta convicção de que seu contrato será renovado ao final da temporada. Sair agora ou dezembro muda muito pouco no que se projeta para o São Paulo em duas ou três temporadas. É preciso entender que há vida sem Bauza, e talvez haja uma vida melhor.

Apesar de entender que existem nomes relativamente bons no mercado brasileiro, penso que o Tricolor vá, novamente, ao mercado internacional se precisar substituir Paton. E a escolha me parece envolver um perfil intermediário. Não devem buscar alguém tão pragmático como Bauza, mas também não devem buscar alguém tão protagonista quanto Osorio.

Paton sair é um trauma, mas algo que pode rapidamente ser contornado em função do projeto que anda, no clube, com as próprias pernas. A saída do argentino exigirá que se pense em uma etapa a mais. Particularmente não me desespero com uma troca de treinador neste momento, principalmente porque tenho a convicção de que a escolha de um novo nome será bem feita. E sobre os reforços contratados a pedido de Bauza, vão jogar. Com ele ou sem, vão jogar. Saída de Paton não é ideal, mas também não é nada de outro mundo. Há vida sem ele.

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