Chávez e Buffarini podem fazer mais de uma função no time de Bauza

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Edgardo Bauza terá a semana inteira para testar os novos reforços antes do duelo com a Chapecoense (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)Edgardo Bauza terá a semana inteira para testar os novos reforços antes do duelo com a Chapecoense (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Edgardo Bauza terá a semana inteira para testar os novos reforços antes do duelo com a Chapecoense (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Na última semana, o técnico Edgardo Bauza teve dois pedidos atendidos pela diretoria do São Paulo: as contratações dos compatriotas Andrés Chávez e Julio Buffarini. Este último, um desejo antigo do treinador argentino e que virou novela por causa de um imbróglio burocrático em sua negociação. Com a dupla integrada ao seu plantel, o Patón espera os treinos iniciais para testar ambos no time titular.

Com 25 anos, Chávez chegou ao Morumbi emprestado por um ano pelo Boca Juniors, clube pelo qual marcou 18 gols entre 2014 e 2016. Originalmente, o jogador atua mais pela faixa esquerda do ataque, setor em que Michel Bastos figura no momento. Mas, também pode desempenhar a função de 9, já que o elenco tricolor carece de centroavantes, tendo apenas Gilberto como opção.

“Ele é canhoto e pode jogar aberto na esquerda e de centroavante. Jogou das duas formas no Boca, eu conheço bem. É potente, rápido e tem um bom chute, tem o gol como obsessão. Chuta de forma fácil, tem essa ambição o tempo todo”, avaliou o treinador são-paulino.

Em seu primeiro treino com os novos companheiros, El Comandante, como é conhecido na Argentina, marcou quatro gols, sendo um deles de bicicleta. Confirmando a observação de Bauza, o atacante apresentou alto número de finalizações durante a atividade. Caso agrade o técnico nesta primeira semana, Chávez poderá fazer sua estreia neste domingo, quando o São Paulo enfrentará a Chapecoense, no Morumbi, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Já falei para ele não se afobar, para conhecer os companheiros. Vamos ajudá-lo a se adaptar e domingo deve ir ao banco de suplentes”, contou o Patón.

Em seu primeiro treino, Andrés Chávez comprovou a fama de forte batedor com a perna esquerda (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)Em seu primeiro treino, Andrés Chávez comprovou a fama de forte batedor com a perna esquerda (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Em seu primeiro treino, Andrés Chávez comprovou a fama de forte batedor com a perna esquerda (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Buffarini, por sua vez, terá mais concorrentes pela frente do que seu compatriota. Vindo do San Lorenzo pelo valor de 1,8 milhão de dólares (cerca de R$ 6 milhões), o versátil jogador pode servir tanto na lateral como na ponta direita da tradicional linha de três do time de Bauza, atrás do centroavante, além de ser útil também como volante.

Caso atue como lateral direito, Buffarini, que chega a São Paulo nesta quarta-feira, teria de concorrer com Bruno, atual titular, e Mateus Caramelo, que seria o segundo reserva no caso. Na ponta, o argentino teria um pouco mais de dificuldades, uma vez que Kelvin vinha desempenhando bem essa função antes de lesionar a coxa esquerda no final de junho e Luiz Araújo agradara nas oportunidades tidas por lá.

“(O Buffarini) Pode jogar na lateral, na ponta, no meio, em toda posição pela direita. Vai lutar com todos, desde Bruno, Caramelo, Auro, Kelvin. Todos que jogam pela direita. A regra é uma só: quem estiver melhor, joga”, decretou Bauza, que trabalhou com Buffarini em 2014, quando conquistaram juntos o título da Copa Libertadores da América, pelo San Lorenzo.

Apesar de ter seus pedidos atendidos, é possível que Edgardo Bauza conviva por pouco tempo com suas indicações. Isso porque o Patón aguarda a AFA (Associação de Futebol Argentino) definir o novo técnico da seleção argentina, pela qual é cotado para assumir. O treinador acredita, no entanto, que deixará um legado caso deixe o clube do Morumbi.

“Creio que a equipe, desde o dia em que assumi o cargo, melhorou muito em alguns aspectos. Faltam outros, mas o time é mais compacto, defende melhor e luta bem mais. Por distantes razões, falta agressividade no ataque. O que atingimos nestes seis meses, não perderemos. Os atletas assumiram esse caráter de luta. Vamos agora tentar melhorar o que falta. Esse seria um legado, de uma equipe ordenada e forte”, concluiu Bauza.


São Paulo

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