SanSão 300!

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Por Agência Estado/Tiago Queiroz - Rogério Ceni, em 2009, marcou um dos gols mais significativos do clássico: com todo o time santista na barreira para tentar impedir o gol - o que não conseguiram

Até hoje, são-paulinos e santistas já se enfrentaram 299 vezes e o Tricolor leva a melhor no duelo

O clássico SanSão completará 300 jogos de história na tarde de amanhã (26), com o jogo a ser realizado no Estádio do Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Inaugurado em 1930, o confronto foi assim batizado pelo grande jornalista Thomás Mazzoni, na década de 40.

Até hoje, são-paulinos e santistas já se enfrentaram 299 vezes e o Tricolor leva a melhor no duelo. Foram 129 vitórias tricolores, 71 empates e 99 derrotas. O São Paulo já marcou 501 gols e sofreu 430.

E o jogo é marcado por muita tradição. Foram justamente Santos e São Paulo que inauguraram o profissionalismo no Brasil, em 1933: o Tricolor goleou por 5 a 1, fora de casa, cabendo a Friedenreich o primeiro tento profissional em solo nacional.

INVENCIBILIDADE E GOLEADAS

Mas tudo começou, em verdade, no mais distante ainda 11 de maio de 1930, quando, no campo da Vila Belmiro (ainda não havia propriamente o estádio), o Tricolor empatou em 2 a 2 com os donos da casa, com gols de Luizinho e de ‘El Tigre’.

Nesta primeira fase da história – até o Tricolor ser refundado em 1935 –, o São Paulo nunca perdeu para o time santista (foram 10 vitórias e 4 empates). Sequências vitoriosas e tabus do tipo continuaram nos anos 40, quando os são-paulinos chegaram a emplacar 10 vitórias consecutivas nos alvinegros, entre 1942 e 1944. O maior período invicto no clássico, de qualquer um dos dois times, é justamente dessa época: 21 jogos (17 vitórias, 4 empates), entre 1940 e 1948.

E não se tratava somente de invencibilidade, mas de grandes espetáculos e goleadas em campo. O time de Leônidas e companhia bateu o Santos por incríveis 9 a 1 em 1944 – a maior goleada do confronto –, por três vezes venceu em 6 a 1 a favor do Tricolor (1940, 1943, 1947), além de um 5 a 1 (1942) e outros placares clássicos, por vitórias de três ou quatro gols naquela década (ao todo, no período invicto, foram 71 gols marcados – média de três e uns quebrados – e somente 23 sofridos).

CONQUISTAS E FEITOS

A década de 40, em que o São Paulo foi coroado o “Rei do Pacaembu”, terminou com o Tricolor faturando o Campeonato Paulista de 1949, com uma rodada de antecipação, em cima do Santos. O feito se repetiu em 1954, quando, às vésperas do aniversário de quarto centenário da Cidade de São Paulo, os são-paulinos derrotaram os praianos na Vila Belmiro, levando para casa o troféu do Paulistão de 1953.

Em outras três oportunidades, aliás, o São Paulo se tornou campeão ao derrotar o Santos: no Paulistão de 1980, em que Serginho Chulapa (o maior artilheiro tricolor da história do confronto, com 21 gols) foi o grande destaque; no estadual de 2000, quando Rogério Ceni marcou um gol de falta na final da competição – o único gol de goleiro em uma decisão até hoje – e no certame paulista de 2005, quando, no empate em 0 a 0, o Tricolor levantou o caneco do torneio de pontos corridos.

Mas em se tratando exclusivamente de SanSão: se os clássicos anuais valessem por um campeonato, o São Paulo seria o vencedor inconteste da disputa. O Tricolor levou a melhor sobre o Santos nas temporadas de 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1938, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1950, 1952, 1953, 1954, 1957, 1960, 1965, 1966, 1972, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989 (uma década inteira!), 1990, 1992, 1993, 1994, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001, 2006, 2007, 2008, 2009, 2012 e 2014. Ou seja, seriam 51 ‘títulos’!

O Santos ficaria com trinta ‘conquistas’ – praticamente metade delas (14), adquiridas na “era Pelé”, em que o jogador se tornou o maior artilheiro do clássico, com 32 gols –. Não haveria vencedor em cinco temporadas: 1930, 1939, 1948, 1995 e 1999, com os clubes empatados até no saldo de gols.

Agora, no Pacaembu – mesmo local onde, em uma certa tarde de 1963, o Santos do mesmo Pelé abandonou o jogo para evitar uma goleada maior que os 4 a 1 que já sofria –, o Tricolor buscará novamente fazer história. A história no SanSão de número 300!

 

Fonte: Site Oficial

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