Diretoria precisa começar a falar mesma língua para o bem do São Paulo

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Luiz Cunha deixou o clube após não ter sido avisado sobre chegada de Cueva (Foto: Divulgação/saopaulofc.net)

 

Saudações Tricolores,

 

Vivemos semanas de calmaria com os bons resultados na Taça Libertadores da
América, mas tudo mudou na última semana, após a chegada do atacante Cueva ao
São Paulo. O ótimo atacante peruano – que não poderá jogar a competição
continental por já ter atuado pelo Toluca-MEX – foi estopim da saída do diretor
de futebol Luiz Cunha, homem que conseguiu unir o elenco, o que evidentemente
foi mostrado dentro de campo com ótimos resultados.
Cunha pediu para Gustavo Vieira de Oliveira e sua equipe focassem seus esforços
na manutenção de Maicon, que terá seu contrato encerrado no próximo dia 30 e
pode perder a semifinal contra o Atlético Nacional-COL. Gustavo preferiu gastar
R$ 9 milhões no atacante que nem ao menos poderá ajudar o Tricolor no seu
grande objetivo da temporada.
O dinheiro, como todos já estão carecas de saber, está curto. Com os péssimos
mandatos de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar, o clube se afundou em
dívidas e vem sofrendo para conseguir contratar com qualidade. Gustavo foi
responsável por montar o elenco de hoje desde a última temporada. Luiz Cunha
conseguiu falar a língua dos atletas e colocou na cabeça deles que unidos
poderiam superar as adversidades e ir longe.
Os dois tiveram papel importante para que fosse possível chegar à semifinal da
Libertadores, mesmo após quase não passar nem da primeira fase. Como num clube
do tamanho do São Paulo, dois departamentos não podem trabalhar em conjunto e
falar a mesma língua? Gustavo deveria ter conversado com Luiz para decidir as
prioridades no momento. Gastar o pouco dinheiro disponível num jogador que só
poderá atuar no Brasileirão não foi o movimento inteligente pensando em
necessidades emergenciais.
O diretor de futebol tinha a razão nisso. Maicon é o grande nome do São Paulo
na competição continental. Ele passou a confiança que a defesa estava
precisando, além de atuar como um líder e sua raça e seriedade acabaram
contaminando todos que estão em sua volta. As forças para reforços deveriam se
concentrar inteira e exclusivamente na manutenção, nem que fosse apenas até o
fim da Libertadores.
Agora temos que gerir uma inevitável saída do defensor, além de perder um
importante membro da comissão em um momento que a paz e tranquilidade eram extremamente
necessárias. Leco mais uma vez não soube intermediar uma batalha de egos entre
os seus funcionários. O presidente deveria ter tentado resolver a situação e
ter tido pulso firme para ir contra Gustavo Vieira.
Tudo o que o Tricolor e seus torcedores não precisam às vésperas dos jogos mais
importantes do ano é outra crise interna e sua eterna guerra política. Está na
hora de todos falarem a mesma língua em prol de um mesmo objetivo: um São Paulo
forte e grandioso, administrado com inteligência e precisão.

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