Dignidade é o mínimo

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Goiás humilhou São Paulo no Morumbi no primeiro turno (Foto: Gazeta)

Neste domingo, no Serra Dourada, São Paulo e Goiás definem suas vidas no Brasileirão. Com enormes chances de rebaixamento, os donos da casa precisam a todo custo da vitória diante do Tricolor, que por sua vez entra em campo com dois resultados a seu favor. Além da vitória, o empate garante o São Paulo na Libertadores do ano que vem. Isso seria algo vantajoso teoricamente para os paulistas, mas estamos falando de um elenco devedor.

Eu não acredito que o São Paulo se classifique pelas próprias forças. Não creio em vitória. Acho sim possível um tropeço do Inter ou uma partida afobada do Goiás que acabe circunstancialmente em empate. Não acho provável que esse elenco, depois de tudo e da postura ridícula durante as últimas partidas, entre em campo a fim de matar o Goiás e não correr risco. As coisas vão ficar no limite, seja pro lado bom ou ruim.
Gostaria de estar errado e que a equipe tenha um mínimo de dignidade quando a bola rolar. Como disse, isso é o mínimo que a torcida espera depois dos 6 a 1 e da cagada, sendo claro, que foi a virada em casa diante do Figueirense. O elenco do São Paulo terminará, independente de atingir ou não objetivos, devendo e essa conta precisará ser paga. O início do quitamento é a vitória sem sustos em Goiânia. 
Se quiser voltar a ter a confiança da torcida, o elenco são-paulino tem um desafio grande pela frente. Não que eu ache que para eles, jogadores, faça diferença ser um elenco confiável ou não para a sua torcida, acho que o ano foi suficientemente esclarecedor sobre esse ponto e a maioria realmente não liga, tanto que os poucos dentro do grupo que se importam, principalmente os formados no clube, não confiam nos demais. É muito óbvio dentro das partidas que os próprios atletas não confiam um no outro, o que se reflete nas arquibancadas em proporções maiores.
Já que não se pode construir uma relação de parceria e apoio mútuo entre todos os setores do futebol do São Paulo, dignidade passa a ser o mínimo que se espera dos jogadores são-paulinos em Goiás. 
O diagnostico de uma relação doente é claro quando precisamos cobrar compromisso. Isso transtorna qualquer um. É como se estivéssemos cobrando a respiração de um ser humano. Entristece.

SÉRGIO RICARDO JR.

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