Cadê o treinador?

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Doriva deixou Tricolor há mais de um mês (Foto: globoesporte.com)
Não quero dedicar-me a escrever sobre tudo que aconteceu ontem no Morumbi durante a despedida de Rogério Ceni. É possível resumir tudo na palavra inesquecível. Jamais nos esqueceremos da festa para todos os campeões mundiais e, principalmente, jamais nos esqueceremos de Rogério Ceni. 
Dito isso, vamos ao que interessa a partir de agora. Além de perguntar, de forma pertinente, “cadê a gravação?”, chegou o momento de cobrar mais firmemente a contratação de um novo treinador. A direção Tricolor já ultrapassou todos os limites de tempo aceitável para definir um nome. Ou pelo menos esclarecer de forma coesa quais são as dificuldades encontradas no processo de escolha.
Por mais que eu goste da ideia de se pensar duas, três vezes antes de firmar contrato com um técnico, mais de 30 dias me parece surreal pensando em tudo que envolve a projeção da próxima temporada. O São Paulo vai ter de voltar de férias antes de todo mundo, ou, pelo menos, se preparar de forma mais intensa desde os primeiros dias de pré-temporada. Os reforços e tudo que envolve a montagem do grupo precisa estar pronto pra ontem. Considerando tudo isso, fica inviável esperar mais tempo. É preciso mais clareza por parte do clube.
Na imprensa, comenta-se da dificuldade do São Paulo em atingir os números (salários) pedidos pelos treinadores e sobre uma possível falta de consenso entre os diretores (sobre o técnico). As dificuldades financeiras são completamente compreensíveis, e se esse for, de fato, o empecilho, é preciso vir a público explanar a situação. A partir disso, fica muito mais simples apostar com convicção em um nome mais barato, dentro da realidade. Todos vão entender. Muitos vão discordar, mas existirá uma justificativa.
Por outro lado, se a maior dificuldade em definir um treinador é a falta de consenso, que se determine um peso maior dentro do departamento de futebol. Manda quem? Quem assume a responsabilidade? Essa peça, então, precisa ter respaldo dos outros para agir, independente de discordâncias em nomes. Se não for assim, o São Paulo jamais terá um nome, pois o consenso é raro. 
Por vezes penso que somente uma surpresa muito agradável pode reverter a situação atual do São Paulo sobre o planejamento de 2016. Um nome que justifique por si só a espera. Alguém capaz de, mesmo iniciando a corrida com uma volta atrás, obter igualdade. O São Paulo ainda não percebeu, mas 2016 já começou, e se iniciou antes mesmo de dezembro. Fica a pergunta: cadê o treinador?

SÉRGIO RICARDO JR.

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