“Salve o Tricolor Paulista”

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Por Andreia Silva 
Passado, presente e futuro (?)
Conforme era esperado, Carlos Miguel Aidar
protocolou ontem sua renúncia como presidente do São Paulo.  Aidar, que assumiu a presidência do São Paulo
em Abril de 2014 com uma proposta de renovação na direção do clube, fez com que
o torcedor ficasse esperançoso após enfrentarmos um 2013 um tanto quanto difícil,
justamente no desfecho do último mandato de Juvenal Juvêncio. O mandato de
Aidar durou 18 meses, mas foi o suficiente para criar muita polêmica,
inimizades e situações constrangedoras: se indispôs com os dirigentes dos três
grandes clubes paulistas, rompeu com Juvenal Juvêncio que o indicou para ser
candidato, trouxe o técnico Juan Carlos Osório para treinar a equipe, mas
negociou 8 jogadores no meio de dois campeonatos e mais recentemente se
envolveu em uma briga com Ataíde Gil Guerreiro que repercutiu negativamente na
mídia. Fato que, posteriormente culminou na sua própria saída da presidência
após acusação de corrupção.
Quem comandará o clube por enquanto é o
atual presidente do Conselho Deliberativo Carlos Augusto de Barros e Silva, o
Leco. Preterido por Juvenal Juvêncio na última eleição, ele assume a
presidência do clube e tem 30 dias para convocar novas eleições. Há rumores de
que antigos membros da diretoria de Aidar e um grupo liderado por
ex-presidentes estejam articulando a candidatura de concorrentes, mas até o
momento Leco é o único candidato à presidência do clube. A convite de Leco,
Ataíde Gil Guerreiro volta à vice-presidência de futebol do clube com os
integrantes de sua antiga diretoria inclusive.
O cenário é nebuloso e incerto, pois não
sabemos como Leco se portará durante sua gestão, quem chamará para apoiá-lo,
auxiliá-lo e se efetivamente ele será o próximo presidente eleito.  Espera-se que o próximo dirigente faça uma
gestão transparente e focada na resolução dos diversos problemas que o clube
enfrenta. Começando pela continuidade no processo de investigação das denúncias
de corrupção que recaem sobre o ex-presidente, passando pela delicada situação
financeira do clube. E tudo isso sem deixar que a crise política impacte o
trabalho do novo técnico Doriva nem o rendimento dos jogadores dentro de campo.
Até o momento, aparentemente isso não afetou a equipe. Estamos nas semifinais
da Copa do Brasil e continuamos na briga por uma vaga no G4 do campeonato
Brasileiro.
O São Paulo precisa hoje de um presidente
que honre a oportunidade de entrar para a história do clube, alguém que esteja
disposto a escrever um novo capítulo marcado pela renovação e por vitórias.
Alguém que assim como diz nosso belo hino: “Salve o tricolor paulista”! 

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