Jadson cumpriu bem sua missão no São Paulo

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Contestado mesmo quando viveu excelente fase no São Paulo, Jadson deixa o clube e vai para o rival Corinthians, em uma troca com Pato, algo que todos já devem estar cansados de saber. Mesmo saindo em baixa, considero que Jadson cumpriu a missão que lhe foi dada no primeiro dia. Foram dois anos vestindo a pesada camisa dez, foram meses de incertezas, brilho, lampejos e desgaste. Jadson teve início, meio e fim, ou seja, cumpriu todas as fases sem interrupções, conseguiu por um ano e meio ser um dos principais jogadores são-paulinos, mesmo dividindo espaço com Lucas, Ceni, Luis Fabiano e Ganso. Por estar sempre presente, e jogar muitos jogos, Jadson deu muito mais para o São Paulo do que alguns jogadores mais badalados. Sai por não ter mais espaço, sai para seguir seu rumo. E pode seguir em paz, a missão foi cumprida e o investimento feito lá atrás valeu a pena.

Jadson foi contestado desde o começo, por incrível que pareça, desde antes de sua contratação. Recebeu apelidos pejorativos, alguns se recusam a reconhecer sua importância durante esse período no clube, muitos negam cegamente os fatos apenas por não ‘ir com a cara’ do meia. Respeito, cada um é livre para julgar e agir do modo que bem entende. Entretanto, prefiro reconhecer os méritos de um jogador do que simplesmente me apegar nos erros, nas falhas, suscetíveis a qualquer ser humano.

É preciso reconhecer que Jadson teve uma boa passagem no Morumbi (Foto: Paulo Ari Ferreira, Lance!)

Aquele ditado popular; ”a primeira impressão é a que fica”, parece não valer para Jadson. Ir para um rival e ter sido pouco profissional nos últimos meses deturparam a visão feita por boa parte da torcida sobre a passagem do jogador pelo Morumbi, infelizmente. Jadson foi bem, importante, conduziu sozinho a criação do São Paulo durante muito tempo. Fora isso, ainda há algo que poucos lembram; quem preencheu o vazio da armação que estava se tornando um problema crônico foi Jadson. Hoje, tendo um Paulo Henrique Ganso, poucos vão resgatar o cenário que existia no clube quando Jadson chegou do Shakhtar.

A verdade é que a memória de torcedor é curta. É bisonho pensar que às vezes é melhor ser um jogador comum e nunca produzir demais. Por quê? Se você produz 90, vão te cobrar sempre 90. Produzir 85 já não será suficiente, mesmo sendo 85 um número de produção muito bom. Se você produz sempre 40, ninguém vai te cobrar mais do que isso, e sua vida será tranquila. Não faz muito sentido querer cobrar de um jogador a perfeição ou mesmo rendimento em todos os jogos, meses. Ninguém é capaz disso, e certamente por ser impossível de acontecer ainda teremos várias histórias como a de Jadson e o São Paulo. Espero que o meia seja feliz no novo clube, exceto contra seu ex-time. Espero que Jadson saiba que, mesmo com algumas pessoas colocando asteriscos, sua missão no São Paulo foi cumprida.

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Sérgio Ricardo Jr.
Jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e observador de esportes. Apenas acompanhar futebol nunca me foi suficiente, então decidi escrever e estudar sobre o jogo. Admiro a Premier League e o Chelsea, mas eu gosto mesmo é de respirar São Paulo Futebol Clube.

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