Ganso: valeu o investimento?

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A contratação de Paulo Henrique Ganso, desde o início, dividiu opiniões. O preço foi alto, maior contratação do São Paulo, pelo menos financeiramente. O jogador veio lesionado e desacreditado por muitos, inclusive pela diretoria santista. Na época, alguns dirigentes do clube afirmavam que a lesão prejudicaria o jogador pelo resto de sua carreira, o impossibilitando de ser o “Ganso de 2010”. 
Ganso precisa recuperar o bom futebol.
(Foto: Rubens Chiri)
No São Paulo, as críticas pesaram e dividiram a torcida. Parte dela dava razão ao dirigente santista, outra parte atribuía às críticas à famosa “dor de cotovelo” pela perda do meia. A recuperação do jogador foi lenta, assim como seu retorno aos gramados. Com Muricy, o jogador teve seu melhor momento no São Paulo, principalmente no final de 2013. 
O fato é que Ganso se destacou em um elenco tecnicamente fraco e não manteve regularidade. Mas a falta de regularidade não pode ser atribuída justamente à falta de qualidade de seus companheiros? Em 2013, o meia foi responsável por grande parte dos desarmes do time, papel que não deveria ter tomado, não nessas proporções. Mas temos um meio-campo exposto e de fraca marcação, com isso, perde-se liberdade e, consequentemente, qualidade.
Por outro lado, também temos um meio-campo fraco ofensivamente. Nos últimos jogos o meio tem sido lento e pouco criativo. E é nesse sentido que o Ganso se torna essencial para o time, pelo menos no papel. Como armador e principal “cabeça pensante” que liga o meio ao ataque, cabe ao jogador criar as principais jogadas e se livrar da marcação. Cabe a ele encontrar os espaços para entregar a bola ao ataque. O papel não é só dele, mas essa deveria ser sua principal arma.
Porém, a realidade anda bem distante do que de fato deveria acontecer. O meia pouco tem aparecido nos últimos jogos e pouco tem contribuído para o ataque. O que reflete diretamente no time, já que grande parte dos gols feitos pelo São Paulo vem de jogadas aéreas, principalmente em cruzamentos feitos por Álvaro Pereira. Não é atoa que um dos artilheiros do time é o zagueiro Antônio Carlos.
Infográfico: Ganso em 2014.
(Dados: footstats.net)
E o papel do armador do time, onde fica? 
Muricy cobra mais participação e velocidade. Há quem atribuía a lentidão de Ganso a problemas físicos recorrentes de suas últimas lesões. O São Paulo, porém, nega que esse tipo de afirmação seja verdadeira.
Atualmente, Ganso é titular no São Paulo, seu reserva, em teoria, é Marcelo Cañete, que raramente recebe uma oportunidade no time. A responsabilidade, portanto, é diretamente dada ao jogador que precisa corresponder em campo o investimento fora dele.
O desempenho em 2014 ainda é fraco, como podemos ver na figura ao lado. Mas, talvez a chegada de reforços, principalmente no meio-campo e no ataque, impulsione também a recuperação do meia que precisa buscar o jogo e ser mais participativo.
Pelo potencial e futebol já apresentado, inclusive em alguns jogos pelo São Paulo, Ganso vale o investimento. O meia, precisa agora, recuperar o bom futebol e mantê-lo.

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