Müller, sobre o gol do título mundial de 93: ‘Milagre não se explica, aceita’

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Ex-atacante do Tricolor Paulista diz que lance que garantiu o troféu ao time foi totalmente sem querer e lembra que brincou com rival após a partida.

Jogadores do São Paulo comemoram o título após a vitória sobre o Milan (Foto: arquivo pessoal)

Campeão Mundial de clubes em 1993, o São Paulo tinha no seu elenco estrelas como Cafu, Leonardo, Palhinha, Toninho Cerezo e Müller. O camisa 7 da equipe, inclusive, foi o protagonista da vitória sobre o Milan por 3 a 2, em Tóquio, no Japão. Aos 41 minutos do segundo tempo, quando o placar estava 2 a 2, o ex-atacante recebeu lançamento de Toninho Cerezo e, sem querer, tocou na bola para fazer o gol da vitória do time paulista. O lance não sai da cabeça do ídolo tricolor, que ainda se diverte ao lembrar.

– Foi sem querer, totalmente sem querer. Quando eu pulo para não machucar o Rossi, fico de costas. Eu perdi um pouco da noção do posicionamento. Quando olho de lado, vejo a bola entrando (…). Nunca falei isso, vou falar agora. Passei pelo Costacurta e ele chorando e disse que o choro era livre e ia comemorar.
Vinte anos após o título, o ex-jogador ainda é questionado sobre o lance por torcedores do São Paulo. Com muito humor, ele responde.

–  Quando encontro um torcedor na rua ou no Morumbi perguntado como eu fiz o gol, digo para ele que milagre não se explica, aceita.

Capitão da seleção brasileira na conquista da Copa do Mundo de 2002, Cafu era um dos jovens do São Paulo na decisão. O jogador, que também defendeu o Milan, disse que o time italiano era temido pelos adversários na época.

– Nós estávamos enfrentando o Milan, um time acostumado com esse tipo de competição, um time que vinha ganhando tudo naquela década.


Confiança de Cerezo antes do jogo

Apesar de ser o atual campeão mundial, o São Paulo não entrou em campo como favorito. O Milan de Baresi, Papin, Costacurta, Donadoni e Maldini, então dono do título europeu, era considerado o melhor time da temporada. Mesmo assim, para o experiente Toninho Cerezo, a confiança era grande.

Camisa 1 do Tricolor, Zetti lembra que antes do jogo Cerezo brincava e pergunta aos companheiros do elenco se eles já haviam comprado garrafas de champagne para comemorar.

– Antes do jogo ele perguntou se ninguém tinha comprado champagne e todos disseram para ter calma e ganhar o jogo primeiro (…). Quando nós voltamos para o vestiário (após o jogo),  o Cerezo tirou duas garrafas da bolsa, que já estavam com ele.

FONTE: SPORTV

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