Cobertura do Morumbi: oposição alega falta de transparência

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A oposição do São Paulo justificou o boicote à votação que ocorreria na noite da última terça-feira, para aprovar o contrato de cobertura do estádio do Morumbi. Para que o projeto pudesse ser aprovado, era preciso que 177 conselheiros participassem da votação que ocorreu no salão nobre do clube, mas o grupo de Kalil Rocha Abdalla fez com que apenas 125 representantes estivessem presentes. Em nota oficial, os opositores alegaram falta de transparência no caso.

Para os conselheiros vitalícios e eleitos que integram a chapa “SPFC Forte”, a modernização do Morumbi é a obra mais importante da história do clube desde a inauguração do estádio. Dessa maneira, para evitar qualquer tipo de problema de contrato com a construtora – como já ocorreu com Palmeiras e Grêmio, por exemplo – o grupo deveria ter total acesso às cláusulas do contato, o que, de acordo com eles, não vem ocorrendo.
SAIBA MAIS
 Oposição boicota reunião sobre cobertura
 A ideia de construir uma cobertura para o Morumbi e equiparar o estádio às modernas arenas construídas para a Copa do Mundo é um sonho antigo de Juvenal Juvêncio. Com a próxima eleição para presidente marcada para abril de 2014, há o risco de o atual mandatário não conseguir colocar o projeto em prática até o fim de sua gestão.

O valor das obras seria bancado por um fundo de investimentos da construtora Andrade Gutierrez. Além da cobertura, as obras de modernização do Morumbi incluem a construção de uma arena multiuso, que seria montada e desmontada atrás de um dos gols. A arena será operada pela XYZ Live. Outras empresas que estão no processo são a Lacan Investimentos e a Multipark.
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Veja a nota da chapa de oposição na íntegra:
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“O #SPFCforte vem esclarecer aos sócios e torcedores os motivos que levaram o grupo a se abster da votação, ontem, no Conselho Deliberativo, para aprovação da obra de cobertura do Estádio do Morumbi.

Entendemos que a obra referida é a mais importante da história do clube desde a inauguração do Estádio e, por isso, merece total atenção para não seguirmos os recentes exemplos de desgaste na relação entre clube e construtora.

O #SPFCforte, formado por conselheiros vitalícios e eleitos, reconhece que essa é uma obra de suma importância para equiparar o Estádio às arenas modernas que virão.

Nosso ponto divergente tem total relação a um dos princípios que seguimos: a transparência.

Os conselheiros não tiveram acesso a algumas cláusulas de um contrato longo, dividido em quatro partes com mais de 1.200 páginas. Nosso candidato à presidência, Kalil Rocha Abdalla, solicitou por diversas vezes que o contrato fosse disponibilizado em sua totalidade, mas os situacionistas nos privaram desse direito, que por sua vez é soberano estatutariamente.  Nosso corpo jurídico não teve acesso as tais “cláusulas de confidencialidade”, denominada assim pela situação, nem mesmo o Dr. Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico do clube.

O que o grupo #SPFCforte fez ontem, foi se abster de votar porque o contrato não foi submetido ao Conselho Deliberativo. Basta verificar todas as atas para ver que não houve aprovação do Conselho Consultivo.

Queremos um São Paulo forte, pra isso temos que retomar a relevância, a autonomia e a soberania do Conselho Deliberativo nas discussões de interesse do clube”.</i>

Isso já faz parte da política na disputa de presidência do clube!  

Fonte: GloboEsporte.com
Redator: Farlei Xavier 

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