O regente Tricolor

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Ano passdo escrevi dois textos sobre o Jadson aqui no blog.

Um foi falando de sua contratação, que você pode conferir aqui.

Outro, elogiando a mudança que houve no time do São Paulo com ele em campo, entrosado, enturmado e mais a vontade no time, terminando no título da Copa sulamericana que você também pode conferir aqui.

Jadson não é bobo de bola. Sete anos na europa fez dele não só um jogador técnico, mas sim muito tático, como disse Felipão esta semana.

O futebol ucraniano não é uma potência, mas tem que respeitar um jogador que era o regente de um time que foi campeão da antiga Copa da Uefa, fazendo inclusive gol na final.

Jadson nunca será unanimidade para o torcedor são-paulino. Talvez seja até melhor assim. Devagar, jogando para o time e não para a torcida, ele levará o São Paulo longe. Quem sabe até o título da Libertadores (eu acredito, cara pálida!).

O jornalista Júlio Gomes em seu blog escreveu algumas linhas sobre o 10 tricolor que eu concordo em muita coisa: “…e o outro que se deu bem foi Jadson. Se alguém pegasse um microfone e falasse três anos atrás que Jadson era um jogador superior a Paulo Henrique Ganso, seria ridicularizado. Eu falo, repito e repetirei quantas vezes for preciso. O brasileiro precisa descer do salto e entender que o futebol que vemos aqui é de segundo escalão. Jadson, na Ucrânia, teve a possibilidade de jogar campeonatos europeus, enfrentar os melhores e evoluir. Hoje, lado a lado com Ganso, está fácil ver quem é melhor. Se Dunga tivesse levado Jadson para a Copa de 2010, seria detonado. Pois seria uma opção melhor que Kleberson… e Ganso, logicamente.”

Em 2011, Jadson foi surpresa na convocação para a Copa América. O técnico Mano Menezes o escalou surpreendentemente de titular no jogo contra o Paraguai. Jadson apenas 45 minutos, mas foi intenso. Marcando atrás, marcando a saída de bola, fez o gol do Brasil mas saiu no intervalo pra nunca mais jogar na Copa América.

Injustiça? Talvez. Injustiça essa que a torcida do São Paulo adora cometer com jogador que não aparecem muito.

Você nunca verá Jadson driblando 3, 4 jogadores e fazendo um golaço fazendo a torcida sair e pagar ingresso de novo. Nunca o verá dando chapéu no meio campo. Nunca o verá tocando de calcanhar ou fazendo embaixadinha com a bola.

Podem o achar um jogador sem graça, mas é desse jogador sem graça que o São Paulo depende. Muito mais do que o Ganso. Os dois juntos funcionam bem, porém, Ganso sozinho funciona menos do que Jadson sozinho.

Jadsondependência? Não acho. Até porque, Ganso quando entrou deu conta do recado.

E como é bom ter dois jogadores assim no time.

Mas repito. Hoje, Jadson quando não joga faz muito mais falta que Ganso. Ou muito mais falta que qualquer um na equipe.

E a premiação virá com a convocação para a Copa das Confederações. Com a convocação, a valorização.

E pra finalizar. Menção honrosa a Osvaldo.

Mais uma vez jogando pela Seleção Brasileira. O que não significa muita coisa hoje em dia, mas para o profissional é uma baita realização. O problema do Osvaldo será o mesmo que um dia foi de Serginho, Júnior, André Luiz, Zé Maria e outros laterais esquerdos e direitos na seleção nos anos 90 e 2000, onde Roberto Carlos e Cafú eram soberanos e não abriam brecha para ninguém crescer, mesmo as vezes mal tecnicamente. No caso de Osvaldo, ele tem a ingrata briga com Neymar, que mesmo sem render em muitos jogos, é decisivo com gols e assistências.

Enfim, uma boa sorte ao menino Osvaldo, que é o segundo melhor jogador do São Paulo no ano, atrás do 10, Jadshow.

Renan Lopes

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