Ganso e Osvaldo: Os nomes (de linha) do milagre!

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Saudações Soberanas! O milagre aconteceu! O que parecia
impossível se concretizou e o Clube da Fé, Jason, a moeda que caiu em pé,
enfim, como preferirem, voltou! Mas dois fatos me chamaram muito a atenção, que
vão um pouco além da raça finalmente demonstrada que foi fundamental para
alcançarmos a vitória e a classificação: a dupla Ganso e Osvaldo.
Juntos em uma mesma grande jogada, talvez “apenas” no
segundo gol, com um passe espetacular do Maestro para o “Cristiano” disparar e,
com muita inteligência e calma, levantar a cabeça e servir para Ademílson
fechar o caixão. Mas se analisarmos individualmente, ambos foram fundamentais,
cada um com sua função, que nem sempre foi normal.
Foto: Luiz Pires/Vipcomm
Ganso, desde que chegou ao São Paulo, foi criticado por
alguns aspectos (de maneira precipitada). Participa pouco, dá raros passes
“importantes”, se movimenta pouco e não marca. Pois bem, todos esses argumentos
começaram a ser quebrados há um tempo, mas quarta-feira, todas essas
“desculpinhas” foram eliminadas de uma vez só.
Paulo Henrique foi participativo praticamente os 90 minutos,
sempre buscando o jogo, se apresentando e dando dinâmica ao time, em especial
no segundo tempo. O passe para o Osvaldo no segundo gol foi algo genial e
garantiu a classificação de uma vez por todas. Foi o segundo jogador que mais
quilômetros percorreu no jogo, com 9,5km, perdendo apenas para Douglas (com
11km percorridos). E, finalmente, o vimos dando pique para marcar, desarmando e
até tomando cartão amarelo por parar um perigoso contra-ataque comandando por
Ronaldinho Gaúcho na nossa intermediária. Grande atuação!
Foto: Paulo Pinto/Site Oficial
Já o nosso camisa 17 também mudou um pouco. Acostumado a
jogar, pelo menos, 90% do tempo pela esquerda, jogou os 45 minutos finais
inteiros do lado direito, em cima do já amarelado e sempre afobado Richarlyson.
Fora isso, calou os que insistem em cornetar com um “toca a bola, Osvaldo” ao
deixar Aloísio na cara do gol com uma excelente assistência para que ele
sofresse o pênalti que abriu o nosso caminho rumo ao milagre. E ah! Marcou
também! Foi outro que levou amarelo por uma falta dura após uma dividida
praticamente no bico da nossa grande área.
Em outras palavras, a vontade foi o principal fator para a
classificação, sem dúvidas. Se a tivéssemos desde o primeiro tempo contra o
Atlético/MG, em Minas Gerais, a classificação viria de uma maneira bem mais
tranquila, como era esperado, mas agora está tudo zerado e é muito provável que
o time tenha aprendido a lição.
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Mas para encerrar, um exemplo: Libertadores de 2010, oitavas
de final. Com dois empates por 0 X 0 contra o fraquíssimo Universitario (PER),
o São Paulo levou a vaga nos pênaltis, sofrido, e foi enfrentar o badalado
Cruzeiro, que nos eliminou na mesma fase no ano anterior. Duas vitórias por 2 X
0 e classificação garantida para as semifinais, onde perdemos para o
Internacional devido ao gol sofrido em casa, mas a partir daquela decisão por
pênaltis, o time se transformou. E agora? Que não dá mais para duvidar, isso
está provado. 

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